Governo do Distrito Federal
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16/04/15 às 19h00 - Atualizado em 29/10/18 às 12h09

Acesso a serviços básicos em Brasília está próximo do ideal

Estudo revela bom desempenho da capital no fornecimento de energia elétrica e água tratada. Diferenças internas em algumas regiões, no entanto, ainda preocupam

Ádamo Araujo, da Agência Brasília – 15 de abril de 2015 – 15:37


Brasília apresenta boa avaliação no Índice de Oportunidade Humana (IOH), indicador que mede o acesso à população a serviços básicos como água tratada, eletricidade, saneamento e educação. De acordo com o estudo feito pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), e divulgado nesta quarta-feira (15), a capital registra 94,6 pontos em uma escala de 0 a 100.

Segundo o diretor de Estudos de Políticas Sociais da Codeplan e um dos coordenadores da pesquisa, Flávio Gonçalves, o dado é relevante ao reafirmar a condição da capital como uma terra de oportunidades. Ele alerta, porém, para a necessidade de se observar as diferenças internas em cada região administrativa, uma vez que as médias podem não revelar a realidade do todo.

Dois exemplos disso são o Lago Norte e o Jardim Botânico, consideradas regiões de alto padrão de vida, mas que apresentaram alterações internas relevantes. Com renda per capita mensal superior a R$ 4 mil, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), eles aparecem entre os seis piores IOHs do DF. “Apesar das mansões, existem áreas carentes tanto de recursos financeiros quanto de acesso a serviços básicos”, explica Flávio.

Das 31 regiões administrativas de Brasília, o Sudoeste apresentou o melhor índice com 99,8 pontos, enquanto a Fercal foi a última da lista com 78,3. Ainda assim, a região apresenta IOH superior, por exemplo, ao de estados como o Acre (60,2) e próximo a de São Paulo (79,9). Quanto aos indicadores, eletricidade e abastecimento de água apresentaram as melhores pontuações na escala: 99 e 96,1, respectivamente.
 

Tratamento de esgoto e educação
Saneamento é o indicador mais preocupante, com 75,1 pontos na escala até 100. Neste caso, excluem-se as casas que fazem uso da fossa séptica para o tratamento inicial de esgoto. Logo na sequência aparece educação, com 91,9 pontos. “O ideal, quando se fala em educação, é sempre 100. Estudos desse nível servem para orientar como e onde o governo deve investir o dinheiro público, norteando as ações junto à sociedade”, destaca o presidente da Codeplan, Lúcio Remuzat Rennó Júnior.

O estudo feito pela Codeplan levou em consideração as seguintes variáveis: sexo, raça/cor, sexo do familiar/pessoa de referência, presença da mãe, escolaridade do familiar/pessoa de referência, renda domiciliar per capita, número de moradores no domicílio e região administrativa.

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