Governo do Distrito Federal
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22/03/18 às 16h08 - Atualizado em 29/10/18 às 12h12

Brasil 2015/18: Contas Externas

A Balança Comercial brasileira tem sido tradicionalmente superavitária para fazer frente a uma historicamente deficitária balança de serviços e rendas. Mas nos últimos três anos, passou a apresentar equilíbrio que, somado ao enorme déficit na balança de serviços e rendas (US$ 80 bilhões), gerou um déficit em transações correntes da mesma dimensão, ainda financiado por investimentos externos diretos. Por outro lado, o país acumulou um enorme passivo externo ressuscitando o risco de vulnerabilidade externa, tão presente na década de 1990, embora tal risco seja atenuado pela elevação das reservas internacionais, da ordem de US$ 380 bilhões. A balança de transações correntes, fortemente deficitária, é um problema a ser corrigido? Que medidas devem ser adotadas para promover maior equilíbrio? Há risco latente de crise nas contas externas do país?

Há praticamente consenso entre os economistas que a atual taxa de câmbio, oscilando entre R$ 2,30 e R$ 2,40 por dólar (USA), está apreciada, impactando fortemente nossa balança comercial e de serviços e, consequentemente, nossas transações correntes, com reflexos importantes na atividade econômica, particularmente a industrial. Muitos apontam a taxa de câmbio apreciada como maior responsável pelo suposto processo de desindustrialização do país e reprimarização da pauta exportadora. Por outro lado, sua depreciação geraria impactos negativos na taxa de inflação. A atuação do Banco Central deve visar um câmbio flutuante ou deve intervir para promover a depreciação de nossa moeda?

Por fim, o país nos últimos anos tem priorizado as relações comerciais e políticas com os países do Hemisfério Sul, em particular com o Mercosul, a Unasul, o continente africano e os BRICS. Alguns economistas têm criticado esta opção, defendendo a retomada de relações preferenciais com os países ricos da OCDE (EUA, Europa e Japão). O Governo deve priorizar as relações com que grupos de países?

 

 Júlio Miragaya – Diretor do Sebrae/DF e Vice-Presidente do Conselho Federal de Economia

Publicado originalmente em 03/01/2015, no Jornal de Brasília

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