Governo do Distrito Federal
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10/07/15 às 22h03 - Atualizado em 29/10/18 às 12h07

Brasília lidera o ranking nacional da inflação em junho

IPCA-DF aumenta quase um ponto percentual e ICDF aponta variação negativa de -7,91% na média geral dos preços da cesta

Com a inflação apurada pelo IBGE, Brasília liderou o ranking nacional com aumento de 1,05% em junho, representando aumento de 0,80 pontos percentuais em relação à taxa de 0,25% computada no mês de maio. Esse resultado faz parte da análise feita por técnicos da Codeplan sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, na tarde desta sexta-feira, 10. Também foi divulgada a análise por técnicos da Ceasa que apontaram variação negativa de -7,91% na média geral dos preços dos itens que compõem a cesta do DF, no mês de junho, comparado com o mês anterior.

A ideia de fazer análise, todos os meses, do IPCA e do INPC, medidos pelo IBGE, é entender como se comportam os preços para famílias que recebem até cinco e com até 40 salários mínimos. “Houve evolução no nível de preços, com Brasília liderando a alta entre as 13 regiões onde IBGE realiza a pesquisa”, destacou o diretor de Pesquisas Socioeconômicas, Bruno Oliveira Cruz, ao abrir a divulgação dos índices.

Para o gerente de Contas e Estudos Setoriais, Jusçanio Souza, que apresentou a análise do IPCA, a inflação foi mais perversa nas famílias com renda mais baixa. No ano, Brasília acumulou alta de 4,78% e de 8,30% em doze meses. Segundo Souza, esse índice inflacionário acumulado em doze meses, em Brasília, de junho deste ano, só foi superado pela variação ocorrida em janeiro de 2004, quando o IPCA para Brasília alcançou o percentual de 8,78%.

Em Brasília, o INPC registrou inflação de 0,77% em junho de 2015, ficando abaixo do índice verificado no mês anterior, de 0,85%. No ano, o INPC/Brasília acumulou alta de 5,73% e, em doze meses, de 8,87%. Tanto no ano quanto em 12 meses, o INPC/Brasília foi maior do que os computados pelo IPCA/Brasília, que acumulou altas de 4,78% e 8,30%, respectivamente. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC mede a inflação com base na estrutura de gastos de famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado. O índice é calculado em 13 localidades (Brasília; mais dez regiões metropolitanas e mais dois municípios: Goiânia e Campo Grande).

O Grupo Transportes foi o que apresentou maior alta mensal, de 2,56%, agregando 0,48 pontos percentuais ao índice geral IPCA/Brasília, impactado pela alta de 9,96% ocorrida no subgrupo Transporte Público, que foi puxado pela alta de 25,5% nas passagens aéreas. Em segundo lugar, aparece o grupo Despesas Pessoais, com alta de 1,98%, agregando 0,23 pontos percentuais ao índice geral, puxado pela alta de 30,8% ocorrida nas despesas com Jogos de Azar.

O grupo Alimentação e Bebidas indicou a terceira maior alta do mês, de 0,85%, incorporando 0,19 pontos percentuais ao IPCA geral. O subgrupo de Carnes e Peixes Industrializados foi o de maior alta: 4,9%, seguido de Pescados in natura, com 2,8% e Carnes in natura, 2,71%. Destaque para o aumento de 25,2% verificado na cebola.

Com relação ao grupo Habitação, foi computado aumento de 0,6%, com destaque para a energia elétrica residencial, que teve elevação de 1,3%. O grupo “Saúde e Cuidados Pessoais” indicou alta de 0,56%, sendo que o grupo Hospitalização e Cirurgia registrou aumento de 1,4% e Educação, alta de 0,39%. Em doze meses, o grupo Habitação foi o que mais subiu em Brasília, seguido do grupo Alimentação e Bebibas e de Educação, pontuou Jusçanio Souza. “Já, nos demais grupos, houve deflações. Em Artigos da Residência, -0,16%, em Comunicação -0,12% e em Vestuário, -0,03%”, acrescentou.

 

IC/DF

Cesta AlimentosImagem: Ceasa

“Entre os produtos comercializados no âmbito da Ceasa do Distrito Federal, o setor de Frutas registrou deflação de -3,42%, o de verduras, -14,60%. No setor de Legumes, ocorreu queda de -15,48, enquanto no setor de ovos e grãos, houve variação positiva de 6,99%”, disse o economista da Ceasa, João Bosco, ao analisar o comportamento dos preços praticados pelo mercado atacadista no Distrito Federal.

Para Bosco, a chegada do inverno ocasiona muitas mudanças tanto nos hábitos de consumo quanto na produção. Ele disse que o Setor de Verduras tende a manter os preços mais baixos, pois a produção de folhagens é favorecida. Cebola e batata lisa estão com seus valores elevados. No caso da cebola, há uma queda da área plantada e da produtividade das lavouras, fazendo com que a pressão da demanda force a sua valorização. Já o valor do tomate extra, nesses primeiros dias de julho, apresentou forte elevação, com tendência a manter-se, em média, em patamares superiores aos do mês de junho. Entretanto, não se pode dizer o mesmo do mamão-formosa que caminha para alta em julho, devido a uma oferta menor prevista. Laranja apresenta perspectivas de estabilidade e o maracujá e morango apresentam viés de queda, em face do período de maior oferta.

O ICDF é feito com base em 66 itens de hortifrutigranjeiros da lista de itens que compõem a Ceasa no DF. Esses itens fazem parte do dia a dia da alimentação do brasileiro, além da relevância da quantidade comercializada na Ceasa/DF. O índicador reflete a real situação de mercado dos principais produtos comercializados no entreposto de Brasília/DF, oriundos do DF, RIDE e demais estados do Brasil.

Veja na íntegra os relatórios do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) doDistrito Federal.

Reportagem: Eliane Menezes
Fotos: Toninho Leite

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