Governo do Distrito Federal
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14/12/15 às 20h27 - Atualizado em 29/10/18 às 12h07

Brasília registra a menor inflação entre as cidades pesquisadas pelo IBGE

Codeplan divulga IPCA, INPC e Ceasa, ICDF

Com alta de 0,66% em novembro de 2015, com redução de 0,58 ponto percentual, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, que é apurado pelo IBGE, aponta Brasília como a capital com a menor inflação no mês de novembro deste ano entre as cidades pesquisadas pelo IBGE, totalizadas em 13 capitais, incluindo Brasília. Análise foi feita na tarde de hoje, 14, por técnicos da Companhia de Planejamento do Distrito Federal – Codeplan, que também analisou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC para Brasília.

A alimentação e Bebidas foi o grupo que mais impactou o resultado do INPC de novembro de 2015, registrando alta de 2.20%, seguido do grupo Comunicação,1,22% e do grupo Saúde e Cuidados Pessoais, 0,75%. A menor variação ficou por conta do grupo Artigos de Residência, com deflação de -0,91% e do grupo habitação, com variação negativa de -0,02%.

De acordo com o gerente de Contas e Estudos Setoriais, da Codeplan, Jusçanio Umbelino de Souza, desde abril deste ano, o INPC/Brasília vem registrando variações abaixo da média Brasil. Apesar de Brasília registrar queda da inflação, “ela foi somente inferior à registrada em 2014, nos meses de março e agosto. O INPC, mais uma vez, indicou variação mensal superior à do IPCA/DF, 0,75% em novembro, acumulando no ano variação de 10,54% e em doze meses, de 11,26%. Os dois índices acumulados superaram a média Brasil, de 10,28% e 10,97%, respectivamente”, completou.

Entre os itens que pressionaram a alta sobre o IPCA e INPC estão o aumento nos preços dos combustíveis, realinhamento dos preços das tarifas de água, energia elétrica e até os jogos de azar. Em setembro, segundo Jusçanio, o gás de cozinha e passagens aéreas tiveram alta e, em outubro, as tarifas de transporte urbano. Em novembro, foram a alimentação e novamente os combustíveis, como o etanol.

Ao concluir a apresentação, Souza disse que esta será a última divulgação do ano, e que o cenário econômico mostra-se como desfavorável, marcado pela perda do dinamismo da atividade produtiva, do aumento do desemprego, da elevação da taxa de juros, do câmbio e da instabilidade do quadro político no País.

ICDF

O índice Ceasa do Distrito Federal – ICDF registrou variação positiva na média geral dos preços de 10,82% no mês de novembro, comparado com o mês anterior. Entre os produtos comercializados, o setor de Frutas apresentou aumento de 6,02%, seguido do Legumes, 22,25%, Verduras, 22,44%, o de Ovos e Grãos, 3,95%.

“Apesar de estarmos vivendo em um cenário preocupante, a boa notícia é que houve uma acomodação dos preços”, afirmou o economista João Bosco Soares Filho, ao fazer a análise dos preços.

Tendências

Para João Bosco, o verão, calor e chuvas intensas favorecem a estabilidade do cenário. Ele disse que o tomate, a batata, cebola e verduras devem também apresentar estabilidade, mas, com as chuvas em Santa Catariana, é possível que haja majoração dos preços na cebola. Já no setor de Frutas, o limão tende a ficar mais barato por causa das chuvas no Estado de São Paulo.

O ICDF, analisado pela Ceasa, acompanha 66 itens da cesta, no DF, e tem por objetivo demonstrar o movimento dos preços praticados pelo mercado atacadista no Distrito Federal.

Para o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, é preciso entender não somente os dados conjunturais mas os estruturais, por isso convidou tanto os técnicos da Companhia quanto os da Ceasa para fazerem, no próximo ano, um balanço mais comparativo, “saber o que está flutuando mais”, acrescentou.

Reportagem: Eliane Menezes
Foto: Toninho Leite

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