Governo do Distrito Federal
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11/08/15 às 20h03 - Atualizado em 29/10/18 às 12h07

Brasília tem a menor taxa de inflação do país registrada no mês de julho

Artigos de Residência foi o grupo que apresentou maior alta mensal em Brasília, de 1,49%. Contribuiu com 0.07 ponto percentual para a apuração da inflação geral

Brasília está entre as 13 localidades apuradas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA – pesquisado pelo BGE como a cidade com menor taxa de inflação. Segundo a análise feita, hoje (11), por técnicos da Codeplan, a taxa de inflação para Brasília, no mês de julho, foi de 0,38%, acumulando no ano variação de 5,18% contra 0,62% da taxa nacional.

O presidente da Codeplan, Lucio Rennó, ao iniciar a divulgação da análise, disse que, de acordo com a pesquisa, as pessoas estão comendo menos, uma vez que a demanda tem sido menor do que a oferta. “Hoje, a partir dos dados expostos aqui, passaremos a avaliar os elementos que compõem o cenário nacional. Há pouco mais de uma semana, foram divulgados os índices de desemprego, bastante alto embora com tendência à estabilidade. É preciso discutir à luz do contexto apresentado”, destacou Rennó.

“Enquanto o IPCA-DF apontou inflação de 0,38%, acumulando no ano variação de 5,18%, o INPC registrou variação de 0,37%, acumulando inflação de 6,12%”, comparou o gerente de Contas e Estudos Setoriais – Jusçanio Souza, ao analisar os índices.

Segundo Jusçanio, as tarifas de energia elétrica continuam a pressionar a inflação, com possibilidade de as tarifas de água, saneamento e esgoto seguirem o mesmo caminho. Disse que o papel da Codeplan, ao analisar os índices que medem a taxa de inflação, é informar e alertar não só ao governo mas a toda população do Distrito Federal. “Os índices servem de alerta evitando que as famílias caiam em endividamento”, frisou.

Para Jusçanio, Brasília apresentou recuo de 0.67 ponto percentual em comparação ao mês de junho, que registrou 1,05. Com esse percentual inflacionário, Brasília ocupou a quinta posição na inflação mensal, entre as localidades de menor índice, pesquisadas pelo IPCA-IBGE. Já no acumulado de janeiro a julho, a inflação em Brasília atingiu 5,18% e de 8,96% em doze meses. “Tanto o índice mensal quanto o acumulado no ano e em doze meses foram inferiores à média nacional, de 0,62%, 6,83% e 9,56%, respectivamente”, enfatizou.

Nos primeiros sete meses deste ano, em relação a iguais meses de 2014, a inflação medida pelo IPCA-Brasília somente foi menor no mês de março. Segundo os grupos que compõem a estrutura do cálculo do IPCA, Artigos de Residência foi o que apresentou maior alta mensal em Brasília, de 1,49%. Contribuiu com 0.07 ponto percentual para a apuração da inflação geral. Os demais grupos ficaram com índice igual ou abaixo de 057%.

Neste grupo, os produtos que tiveram majoração foram consertos de refrigeradores, 5,92%, tapetes, 5,12% e móveis para sala, com 3,55%. Em seguida, aparece o Grupo Alimentação e Bebidas, com alta de 0,42%. Contribuiu com 0,09 ponto percentual para o índice geral. As maiores altas ocorreram em frutas: mamão,10,37% e pera, 7,06%. O pão de queijo marcou alta de 8,20%.

Para o Grupo Habitação, houve aumento de 0,47%, com 0.08 ponto percentual para o índice geral. Em doze meses, esse grupo foi o que mais subiu em Brasília, 16,44%, e também na média nacional, seguido do Grupo Alimentação e Bebidas, 9,58%, e de Educação, 8,58%. Somando-se aos resultados dos demais grupos, a inflação medida em 12 meses, em Brasília, alcançou o percentual acumulado de 8,96%.

Também houve elevação dos preços no revestimento de piso e parede de 3,16% e nas tarifas de energia elétrica residencial, de 2,03%. O Grupo Transportes registrou alta mensal de 0,41%. O destaque ficou para o aumento das passagens interestaduais, 7,62% e dos transportes escolares, de 0,58%. No subgrupo de Veículo Próprio, a alta foi nos preços dos acessórios e peças, de 2,35%, e dos veículos novos, 1,52%. Quanto ao Grupo Saúde e Cuidados Pessoais, alta de 0,45%, impactando com 0.04 ponto percentual na inflação do mês. As despesas com dentista e medicamentos subiram, 0,88% e 0,21%, respectivamente. A Educação indicou alta mensal de 0,39% e o de Comunicação, de 0,30%. O IPCA/Brasília em julho de 2015 registrou significativa desaceleração em relação ao resultado do mês anterior, com tendência negativa ao longo dos primeiros sete meses do ano.

Ao finalizar a apresentação, Souza afirmou que, embora os artigos para residência tenham liderado as altas do mês, quem mais contribuiu para o resultado geral da inflação em Brasília foi o Grupo Alimentação e Bebidas, seguido pelo Grupo Habitação e pelo Grupo Artigos de Residência. Disse ainda que o segmento populacional com renda familiar de um a cinco salários mínimos está mais impactado pela inflação local, em comparação com o segmento que ganha mais, até 40 salários que são abrangidos pelo IPCA. “A expectativa é de que, com a queda da demanda no consumo, a partir de agosto, a inflação fique abaixo da registrada no ano passado”.

O diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno Cruz, disse que a boa notícia é que a inflação de Brasília ficou abaixo da nacional. “Esse é um ponto importante”, destacou.

ICDF

O Índice Ceasa do Distrito Federal – ICDF registrou pequena variação negativa na média geral dos preços, com queda de -0,38% no mês de julho, comparado com o mês anterior, afirmou o economista da Ceasa, João Bosco, que apresentou os índices para a cesta de produtos.

Segundo João Bosco, entre os produtos comercializados no âmbito Ceasa no DF, o Setor de Frutas aumentou 1,35%. Dentro do grupo, o morango acusou maior alta. Destaque para Verduras que apresentou maior redução no mês -19,62% e Legumes que teve queda de -2,56%.

No Setor de Ovos e Grãos, observou-se uma variação positiva de 2,26%, com o ovo branco subindo 3,18% e vermelho 3,00%. As altas foram causadas por uma leve queda da oferta de ovos devido à redução da produção.

“A tendência é que os preços fiquem estáveis para o conjunto dos itens que compõem a cesta. Caso não ocorra chuva em excesso, as folhagens tendem à estabilidade de preços ICDF”, apontou Bosco.

Para apurar o índice, a Ceasa trabalha com 66 itens hortifrutigranjeiros, com base no movimento dos principais produtos dos preços praticados pelo mercado atacadista no Distrito Federal, RIDE e demais estados do Brasil.

Veja as pesquisas: IPCA-DF e ICDF

Reportagem: Eliane Menezes
Foto: Toninho Leite

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