Governo do Distrito Federal
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31/08/16 às 21h16 - Atualizado em 29/10/18 às 12h07

Brasília tem taxa de desemprego estável

PED registra quatro mil a menos no contingente de desempregados

O contingente de desempregados, em julho, ficou estimado em 297 mil pessoas, quatro mil a menos do que no mês anterior, o que confere relativa estabilidade na taxa do desemprego. Passou de 19,0%, em junho, para 18,9% em julho. Foi o que apurou a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada na tarde de hoje (31), na Agência do Trabalhador.

Para a coordenadora de Análise do Dieese, Adalgiza Lara Amaral, a relativa estabilidade foi em função também da relativa estabilidade do número de ocupações. Foram menos três mil. “Julho, com um contingente de desempregados estimado em 297 mil, teve saldo positivo, comparativamente a junho, que registrou 301 mil”.

PED junho-julho 1Também a taxa de desemprego aberto – a que denomina as pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos 30 dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum trabalho nos últimos sete dias – se manteve relativamente estável, de 15,2% para 15,1%. Da mesma forma, nos últimos 12 meses, o desemprego oculto – pessoas que realizam de forma irregular algum trabalho remunerado ou, ainda, pessoas que não possuem trabalho nem procuraram nos últimos 30 dias, por desestímulos do mercado de trabalho ou por circunstâncias fortuitas, não se alterou.

Com relação às Regiões Administrativas, segundo os grupos de renda, as taxas de desemprego, entre junho e julho de 2016, praticamente não se alteraram. O Grupo 1, que reúne as regiões com renda mais alta, passou de 7,9% para 7,6%; o Grupo 2, região com renda intermediária, de 16,2% para 16,0% e o Grupo 3, região com renda mais baixa, de 22,5% para 22,4%.

Em relação ao nível de ocupação, houve relativa estabilidade, menos três mil ou 0,2%, entre junho e julho, e o contingente de ocupados passou para 1.278 mil pessoas. “No setor Serviços, foram menos seis mil ou -0,7%, e a Construção Civil teve saldo positivo, dois mil ou 3,1%, seguido da Administração Pública”, destacou Adalgiza.

A PED mostrou que, de acordo com a posição na ocupação, foi registrada redução no contingente de trabalhadores do setor privado, menos dois mil. Houve redução do assalariamento com carteira de trabalho assinada: menos três mil e estabilidade do sem carteira. Com relação ao setor público, foram menos dois mil.

Quatro pontos na pesquisa foram destacados pelo presidente da Codeplan, Lucio Rennó. Ele falou sobre a estabilidade na taxa de desemprego que vem ocorrendo nos últimos quatro meses. O segundo foi o crescimento de vagas na Construção Civil, de maio a julho, o terceiro, o crescimento rápido da População Economicamente Ativa (PEA), e, por último, referiu-se à queda no número absoluto de desempregados.

A pesquisa apontou ainda elevação de três mil no número de empregados domésticos, e dos autônomos, seis mil. Já entre os classificados nas demais posições, houve redução de menos sete mil, o equivalente a 5,7%.

Para sanar a problemática do desemprego, o coordenador de Gestão de Políticas da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Gerson Vicente de Paula Júnior, mostrou algumas ações implementadas pela Secretaria. Ele disse que as ações têm como objetivo minimizar a situação do desemprego no Distrito Federal, entre elas o fomento ao empreendedorismo, a qualificação por meio de cursos. “A Secretaria disponibilizou cinco milhões para movimentar a economia e gerar postos de trabalho. Além disso, promove as ofertas de qualificação profissional nas Regiões Administrativas para o acesso ao mercado de trabalho”, enfatizou.

Gerson acrescentou que, somente para a Fábrica Social, na área têxtil, são 148 pessoas, e estão previstas até o final do ano 1.400 vagas destinadas a pessoas oriundas do Programa Transferência de Renda.

“Vale destacar que a pesquisa é desenvolvida em outras capitais, e que a taxa de desemprego vem-se mantendo estável. Apenas Salvador descolou das demais capitais. Apresentou alta na taxa de desemprego. É um dado preocupante”, alertou Max Leno de Almeida, do Dieese.

A PED é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal, Codeplan, Dieese e Fundação Seade.

Acesse aqui a pesquisa.

Reportagem: Eliane Menezes
Foto: Toninho Leite

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