Governo do Distrito Federal
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9/06/06 às 18h48 - Atualizado em 29/10/18 às 12h04

Cidade mais populosa do DF, Ceilândia recebe projeto de monitoramento por câmeras

(09/06/2006 – 15:48)

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A Governadora Maria de Lourdes Abadia inaugura nesta segunda-feira, dia 12, às 10 horas, o sistema de monitoramento de Ceilândia. Desde o dia 07 de junho, a Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central – CODEPLAN disponibilizou ao 8º Batalhão de Polícia Militar da Ceilândia, o sistema de monitoramento por meio de circuito interno de TV. O evento ocorrerá na sede do 8º Batalhão, na QNN 06, Área Especial – Ceilândia Sul.

Segundo os dados da última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios – PDAD, realizada em 2004, a cidade de Ceilândia surgiu em decorrência do primeiro projeto de erradicação de favelas que aconteceu no Distrito Federal.  As remoções para a nova cidade foram iniciadas em 27 de março de 1971, data que estabelece sua fundação a partir da transferência de 80.000 moradores vindos das favelas da Vila do IAPI, Vila Tenório, Vila Esperança, Vila Bernardo Sayão e Morro do Querosene. 

A chegada constante de novos migrantes ao Distrito Federal e a criação do Programa Habitacional da Sociedade de Habitação de Interesse Social – SHIS levaram o governo a criar outras áreas em Ceilândia. Em 1976, foi criada a QNO (Quadra Norte “O”) e, em 1977, criou-se o Núcleo Guariroba, situado na Ceilândia Sul. Em 1979, surgiram os setores “P” Norte e “P” Sul. Em 1985, surge o Setor “O”, em 1988 o Setor “N”, em 1989 o Setor “P” Sul e a QNQ e, em 1992, o Setor “R”.

Com esse crescimento veio também a violência. Ainda conforme a PDAD/2004, o tipo de crime mais observado em Ceilândia no período foi o furto, 49,7% o que atingiu 8.034 pessoas; tentativa de homicídio a 384 cidadãos, um percentual de 2,4%; agressão física 1.312 cidadãos, um total de 8,1%; 832 residências furtadas, o que correspondeu 5,1%; 3.969 roubos, um total de 24,6%; 928 residências roubadas ou 5,7%; 32 casos de estupro, 0,2%; 128 seqüestros relâmpagos, 0,8%; 544 registros como “outros” tipos de violências, que totalizaram 3,4%.

Com o projeto de monitoramento, denominado Ceilândia Cidade Segura, a cidade mais populosa do DF ganha mais segurança, com as câmeras instaladas em pontos de grande fluxo de pessoas como o centro da cidade e sua Feira Central,  setor de bancos e comércio, terminais rodoviário e do metrô. A princípio serão 15 câmeras, mas segundo a CODEPLAN, o projeto contempla 40 câmaras no total.

O projeto da CODEPLAN de Monitoramento das Cidadestem o objetivo de otimizar os trabalhos das polícias, conseqüentementecontrolar as principais entradas e saídas das cidades, áreas centrais e de bancos, visando à identificação dos veículos e pessoas que circularem por estes locais, resultando em informações visuais ao vivo ou gravadas, além de inibir certos crimes. Segundo o presidente da Companhia, Vagner Benck, atualmente é difícil encontrar um prédio público, shopping center ou avenidas de várias cidades sem um meio de vigilância eletrônica. “A idéia não é invadir a privacidade de ninguém. As imagens são usadas para segurança, prevenir novos acontecimentos e elucidar problemas já investigados pela polícia. O investimento é voltado para a segurança do cidadão, em primeiro lugar, e a das instituições em geral”, afirma o presidente.

A CODEPLAN, executora dos trabalhos, além de promover toda a infra-estrutura realizou também o treinamento dos policiais que trabalharão direta e exclusivamente nesse Sistema. ACODEPLAN disponibiliza, ainda, sistema de  Help Desk, 24 horas, evitando assim, o comprometimento dos trabalhos, caso haja qualquer imprevisto.

As câmeras instaladas em pontos estratégicos se dividem em fixas e móveis e serão acompanhadas de uma Central de Monitoramento localizada no Quartel do 8° Batalhão da Polícia Militar. As imagens gravadas em tempo real serão armazenadas em computadores. O policial operador do sistema poderá  monitorar os diversos pontos da cidade e acompanhar as cenas com imagens fixas, movimentações laterais, giros de 360° e zoom com capacidade de aproximação de 200 metros.

A experiência já é bem sucedida em Sobradinho, primeira cidade a ser contemplada efetivamente pelo projeto, em dezembro de 2005. Para o administrador de Sobradinho, Paulo Cavalcanti, Sobradinho está totalmente cercada com o monitoramento, o que coíbe ações de marginais e oferece mais segurança e tranqüilidade à população local. “O projeto só trouxe benefícios. Os moradores têm percebido isso, elogiando a Administração e o Governo pela iniciativa. Os índices de criminalidade baixaram e a sensação de segurança em Sobradinho está bem maior”, diz o administrador que elogia o trabalho da CODEPLAN pela tecnologia e a Polícia Militar pelo trabalho eficiente que vem fazendo com essa nova tecnologia. “São seis meses do projeto e a cada mês os índices de criminalidade vêm diminuindo drasticamente, principalmente nos locais onde foram colocadas as câmeras, caindo quase a zero,” comemora Cavalcanti.

Já na área central do Plano Piloto, a CODEPLAN instalou no início do segundo semestre de 2005, seis câmeras sendo uma na Torre de TV, visualizando todo eixo Monumental com visão para a Rodoviária. A segunda, no estacionamento do Setor Comercial Sul, Quadra 6, em frente ao Shopping Pátio Brasil. Além dessas, existem mais duas câmeras instaladas visualizando as  plataformas de embarque e desembarque dos ônibus eoutra acima do teto da Rodoviária, visualizando o estacionamento próximo ao Shoping Conjunto Nacional.Finalmente, a sexta na via lateral direita do Conic, no Setor de Diversões Sul, visualizando a via S2, cruzamento com o Eixo Rodoviário Sul.

Novas localidades já demandaram a instalação do projeto. Algumas em processo mais adiantado como Cruzeiro, Sudoeste e Taguatinga que já finalizaram o projeto básico e outras iniciando como o Lago Sul e Park Way, mas a intenção do Governo é que o monitoramento se estenda por todo o Distrito Federal, levando mais segurança a todos os seus moradores.

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