Governo do Distrito Federal
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30/08/12 às 13h19 - Atualizado em 29/10/18 às 12h02

Codeplan divulga PED e Trabalho e Moradia no DF

(30/08/2012 – 10:19) 

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Compuseram a mesa o Presidente da Codeplan Júlio Miragaya (centro). À esquerda Washington Luís, Secretário do Trabalho. À direita, Adalgisa Lara, Coordenadora da PED e Daniel Bruno, do Dieese

 

A população desempregada no Distrito Federal no mês de julho foi de 185 mil pessoas, mantendo-se estável em relação ao mês de junho (-1 mil). É o que aponta a Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada no dia 29/08/2012, na Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), que também divulgou a pesquisa Trabalho e Moradia no DF. Na sequência da matéria da PED, você confere o Estudo sobre Moradia.

Ao passar de 12,9%, em junho, para 12,7%, em julho, a Taxa de Desemprego Total no Distrito Federal manteve-se praticamente estável. Segundo as suas componentes, observou-se relativa estabilidade na Taxa de Desemprego Aberto (de 9,8% passou para 9,9%) e pequena redução na Taxa de Desemprego Oculto (de 3,1% passou para 2,8%).

Para Júlio Miragaya, Presidente e Diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, no mês em análise, houve pequena variação positiva do nível ocupacional de 0,7%, o que representa 9 mil novos postos. O contingente de ocupados foi estimado em 1.270 mil. Esse resultado deveu-se ao crescimento do número de ocupados nos Serviços que foi de 1,9% ou 17 mil. Já o  setor de Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas manteve-se estável. Houve redução nos setores de Construção com  -4,4% ou menos 4 mil. Na Indústria de Transformação,  com -2,4% ou menos 1 mil. O subsetor de Administração Pública, Defesa e Seguridade Social apresentou pequena redução com -0,5% ou menos 1 mil.

Quanto ao número de Assalariados no Distrito Federal aumentou (2,3%), resultado do desempenho positivo no Setor Privado (2,7%) e Público (1,1). No Setor Privado, houve aumento dos assalariados Com Carteira Assinada (2,4%) e Sem Carteira Assinada (4,3%). Entretanto, houve uma diminuição no contingente de Autônomos (-3,8%), dos Empregados Domésticos (-3,4%) e do agregado Demais Posições (-3,1%)

Entre julho de 2011 e julho de 2012, observou-se pequena variação positiva da Taxa de Desemprego Total, de 12,4% para 12,7. Este comportamento deveu-se à retração da Taxa de Desemprego Oculto, de 3,7% para 2,8% e ao crescimento do Desemprego Aberto, de 8,7% para 9,9%.

Nesse período, foram gerados 43 mil postos de trabalho, número inferior ao de pessoas que ingressaram na População Economicamente Ativa, que foram 55 mil, o que fez aumentar o contingente estimado de desempregados em 12 mil pessoas. O Tempo Médio de Procura por Trabalho reduziu de 45 semanas, em julho de 2011, para 43 semanas em julho de 2012.

Nos últimos doze meses, o Nível Ocupacional no Distrito Federal aumentou em 3,5%. Dos setores de atividade analisados, apresentaram acréscimo os Serviços, com 5,3% ou 45 mil novos postos, Construção, com 4,9% ou 4 mil e o Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, 0,4% ou 1 mil. Na Indústria de Transformação houve redução de -9,1% ou menos 4 mil postos. O subsetor de Administração Pública, Defesa e Seguridade Social apresentou estabilidade.

Com relação ao Total de Assalariados, aumentou 5,0%, no período analisado. O assalariamento nos Setores Privado e Público aumentou 5,5% e 3,7%, respectivamente. No setor privado, também houve aumento no contingente de assalariados Com Carteira Assinada (6,1%) e Sem Carteira Assinada (2,1%). Houve redução entre os Autônomos (-1,9%) e Empregados Domésticos (-2,3%). E no agregado Demais Posições, houve aumento (3,3%).


Trabalho e Moradia no DF

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Júlio Miragaya e Iraci peixoto no estudo sobre moradia

 

 

 

 

 

A Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios do Distrito Federal – PDAD/DF 2011, no âmbito da DF, aborda informações sobre o local de trabalho dos moradores das 30 regiões administrativas e o local de moradia do pessoal ocupado nessas 30 RAs.

O estudo aponta a forte concentração dos postos de trabalho na RA I – Brasília, secundada por importantes polos econômicos do DF, como Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Samambaia, Gama, Guará, SIA e Sobradinho. Revela, também, que apenas nas regiões administrativas de Brasília e do SIA, a maior parte dos seus moradores trabalham na própria RA. Nas demais 28 RAs, o percentual de residentes que trabalham na própria RA é mais elevado nas RAs com uma estrutura produtiva mais desenvolvida e diversificada, casos de Sobradinho, Taguatinga e Gama ou localizadas a uma maior distância de Brasília, casos de Brazlândia e Planaltina.

Os menores percentuais, abaixo de 20%, foram registrados nas regiões administrativas com estrutura produtiva pouco desenvolvida e diversificada, todas de renda elevada, relativamente próximas à Brasília e com alto percentual de ocupados no setor público. Em algumas RAs de renda baixa (Itapoã, São Sebastião, Paranoá e Varjão), embora predomine os que trabalham em Brasília, são elevados os percentuais dos que trabalham no Lago Sul e Lago Norte, em função da proximidade e do perfil de seus trabalhadores.

Quanto aos locais de moradia do pessoal ocupado, observa-se que no contingente ocupado na RA Brasília, apenas 18% residiam na própria RA, sendo que 82% eram residentes nas outras 29 regiões administrativas. Taguatinga, segundo maior polo gerador de emprego no DF, abrigava mais de 55 mil trabalhadores de outras RAs, ou 58,5% dos seus postos de trabalho, com destaque absoluto para os oriundos de Ceilândia, Samambaia, Águas Claras, Recanto das Emas e Vicente Pires.

. Boletim PED-DF (julho 2012)  e  Trabalho e Moradia no DF – PDAD

 

Ascom/Eliane Menezes/Nilva rios

Fotos: Antônio Leite

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