Governo do Distrito Federal
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9/04/20 às 15h04 - Atualizado em 9/04/20 às 15h56

DF registra deflação de 0,22% em março e tem o terceiro menor índice entre as capitais

O resultado foi influenciado principalmente pelas quedas nos preços da gasolina e passagens aéreas

 

 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou deflação de -0,22% em março, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O índice é o terceiro melhor do país, atrás de Goiânia (-0,74) e Porto Alegre (-0,32).

 

No acumulado no ano, o IPCA apresenta o segundo menor índice entre as regiões pesquisadas, sendo nulo (variação de 0,00%), atrás apenas de Goiânia – GO (-0,47%).

 

O índice, divulgado mensalmente, indica a variação dos preços de produtos e serviços e é o indicador oficial da inflação no país. O resultado do Distrito Federal reflete a baixa nos preços da gasolina e das passagens aéreas.

 

O pesquisador Renato Coitinho, da diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, analisa o papel da gasolina na composição do IPCA e do INPC do DF.

 

“A queda nos preços da gasolina, que tem um peso elevado na cesta de consumo local, já era esperada dado o comportamento do preço internacional do petróleo. Essa queda afeta também os preços das passagens aéreas, que têm, além disso, passado por uma queda importante de sua demanda em função de preocupações com a COVID-19. É importante destacar que o impacto das medidas de distanciamento social, que foram ganhando força a partir da segunda quinzena do mês, devem ser observadas mais claramente a partir de abril.”

 

O INPC, que mede a inflação das famílias de renda mais baixa, também registrou deflação de -0,18% e é o terceiro menor percentual do país, também atrás de Goiânia (0,67%) e Porto Alegre (0,23%) .

 

No acumulado no ano, o INPC apresenta o segundo menor índice entre as regiões pesquisadas, com variação de 0,03%, atrás apenas de Goiânia (-0,57%).

 

 

Índice Ceasa

 

O Índice Ceasa do Distrito Federal de março registrou variação positiva de 3,27%, em relação ao mês anterior.

 

O Setor de Legumes registrou a maior variação (7,01%), seguido do Setor de Verduras (5,80%), do Setor de Ovos e Grãos (5,53%) e do Setor de Frutas (1,40%).

 

A influência das chuvas e a força da demanda são os fatores mais influentes neste período do ano. Entretanto, o isolamento social e o fechamento obrigatório de feiras populares, restaurantes e escolas tendem a reprimir a demanda, de forma generalizada, no mês de abril.

 

 

Reportagem:  Diretoria de estudos e pesquisas socioeconômicas – DIEPS/Codeplan

Foto: Pedro Ventura, da Agência Brasília

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