Governo do Distrito Federal
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22/03/18 às 15h26 - Atualizado em 29/10/18 às 12h13

DF sai da contramão

Júlio Miragaya : Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável (UnB), Presidente da Codeplan e Conselheiro do Conselho Federal de Economia

 

Após a grave crise vivida em 2010, o Distrito Federal saiu do atoleiro e tem muito a comemorar: a recuperação da máquina pública; a regularização da situação de inadimplência que possibilitou a implementação de políticas públicas federais; a implantação de novas políticas públicas distritais, notadamente na área social, e a realização de investimentos em níveis sem precedentes com recursos próprios e do Governo Federal, como a BRT Sul e o Programa Asfalto Novo.

Como resultado de tudo isso, o DF comemora hoje a quase total erradicação da pobreza extrema e do analfabetismo; a geração de 150 mil novos empregos, e o que é mais importante: a redução da desigualdade social.

A partir de 2003, as políticas públicas federais voltadas para a população mais pobre levaram ao aumento substantivo da renda das famílias no Brasil. Não se tratou de crescimento apenas, mas de crescer distribuindo renda. Entre 2000 e 2010, o Índice de Gení (quanto menor, melhor a distribuição da renda) caiu de 0,57 para 0,50. Mas enquanto o Brasil avançava, o DF andava para trás. Sob governos de direita e de oposição a Lula, a geração de empregos era baixa e, o mais grave, a desigualdade na distribuição da renda piorava. Sim, entre 2000 e 2010, o Índice de Gení caiu no Brasil e em 24 dos 27 estados, piorando no Amazonas, Roraima e no Distrito Federal, este levado à triste condição de pior distribuição de renda em todo o Brasil, com o índice de 0,60. Esse foi o verdadeiro legado dos Governos Roriz e Arruda:  concentração da renda nas mãos dos ricos.

Contudo, a partir de 2011, com a implementação no DF das políticas públicas federais e com as novas políticas sociais implantadas pelo GDF, conseguimos reverter a vergonhosa tendência de concentração de renda. Em 2012, o Índice de Gení no DF caiu para 0,57, ou seja, não mais andamos na contramão do Brasil.

 

Jornal de Brasília,15.05.2014

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