Governo do Distrito Federal
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31/10/18 às 20h49 - Atualizado em 1/11/18 às 21h03

DF tem aumento de 7 mil postos de trabalho com carteira assinada

 

PED aponta crescimento de 3 mil postos de trabalho na Construção Civil e de 17 mil novas contratações no setor de Serviços

 

O número de desempregados no Distrito Federal diminuiu em seis mil pessoas, e o contingente de ocupados aumentou 20 mil a mais em relação ao mês anterior, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada, nesta tarde (31/10), na Codeplan.

 

Bruno Cruz, diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, analisa os dados da PED.Para Bruno Cruz, diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, a queda na taxa de desemprego é resultado da expansão do nível de ocupação, o que representa mais 46 mil ocupados – em número superior ao crescimento da População Economicamente Ativa (PEA).

 

Ele destacou o acréscimo de sete mil vagas no número de assalariados com carteira assinada. “Além disso, há que se registrar a relativa estabilidade na taxa de desemprego total que passou de 18,1%, em agosto, para 17,9%, em setembro, e o contingente de ocupados cresceu 1,5%, ficando estimado em 1.375 mil pessoas, 20 mil a mais em relação ao mês anterior”, comemorou Cruz.

 

O diretor da Codeplan disse ainda que o setor Serviços registrou crescimento de 17 mil empregos, seguido pela Construção Civil, que contratou três mil pessoas. Na Administração Pública houve aumento de duas mil contratações. Já a Indústria de Transformação apresentou estabilidade no mês de agosto, e o Comércio teve redução de dois mil postos de serviço.

 

A pesquisa apurou ainda que a taxa de desemprego no Grupo 2, que abrange as Regiões Administrativas de média-alta renda, houve aumento de 15,2% para 15,9%; no Grupo 3, incluem-se as regiões de média-baixa renda, com diminuição de 21,5% para 20,4%; e no Grupo 4, onde estão as regiões de baixa renda-, registrou-se relativa estabilidade, ao passar de 26,0% para 25,8%.

 

Wagner Rodrigues de Sousa, Bruno Cruz, Lucio Rennó e Max Leno de Almeida.

“O crescimento na Construção Civil é um bom indicador, e a inserção do jovem no mercado é um ponto positivo, pois os anos de 2016 e 2017 foram desvastadores com relação ao mercado de trabalho”, disse Wagner Rodrigues de Sousa, subsecretário adjunto do Trabalho.

 

Max Leno de Almeida, supervisor do Escritório Regional do Dieese, reforçou a importância dos dados da pesquisa. Disse que torce para que os cenários daqui para frente contribuam com a geração de empregos, tornando-se mais dinâmicos.

 

Lucio Rennó, presidente da Codeplan, considerou que “as notícias são muito boas apesar de ainda estarem longe de patamares já alcançados – por exemplo em 2015. Mas a criação de 20 mil empregos, somada à taxa de desemprego que não tem oscilado, configura-se uma trajetória significativa que se pode comemorar, contudo há muitos desafios a serem enfrentados”.

 

Reportagem: Eliane Menezes, da Codeplan
Fotos: Toninho Leite, da Codeplan

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