Governo do Distrito Federal
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20/01/12 às 20h30 - Atualizado em 29/10/18 às 11h55

Estudo revela situação social no Distrito Federal

(20/01/2012 – 17:30)

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Documento mostra que indicadores sociais melhoram, mas houve aumento na desigualdade de renda. Grande parte dos indicadores sociais do Distrito Federal (DF) está melhor que a média brasileira. A renda domiciliar é a maior no país, por exemplo, assim como o número de anos de estudo da população residente.  

Outros, no entanto, destoam, especialmente os dados sobre violência entre jovens, desemprego e ritmo de redução da extrema pobreza. O comportamento deles é influenciado pelos níveis de desigualdade de renda, a mais alta medida pelo Gini entre todos os estados brasileiros.  

Essas informações estão no estudo Situação Social nos Estados: o caso do Distrito Federal, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta quinta-feira, 19. O documento, o primeiro de uma série com dados sobre cada estado do país, traz um panorama de como evoluíram no DF, entre 2001 e 2009, os principais indicadores em áreas como saúde, educação, trabalho e renda, entre outras.  

“A situação social do Distrito Federal, em boa parte das áreas, está dez anos à frente do Brasil. Aqui a expectativa de vida é dois anos superior, o número de anos de estudo também, o DF antecipa aquilo que o Brasil vai atingir no futuro”, comentou Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.  

Educação e expectativa de vida  

“Muito ruim é o dado sobre a desigualdade de renda. O Distrito Federal nunca teve um Gini menor que 60 [quanto mais próximo de 100, maior a desigualdade], e nos últimos anos houve um movimento de aumento nessa desigualdade”, completou.  

A renda domiciliar per capita do DF saiu de R$ 939,82, em 2001, para R$ 1.326, em 2009. Na contramão da melhoria na renda, a desigualdade vem subindo e pulou de 60,37 para 61,95 entre 2006 e 2009. A renda domiciliar per capita brasileira foi R$ 631,71, em 2009, e o índice de Gini, 54,01.  

“Isso tem a ver com estrutura do mercado de trabalho, com a renda concentrada no serviço público. Houve uma recomposição dos salários do funcionalismo, mas essa renda não transbordou para outros setores”, analisou o diretor do Ipea.  

A renda alta resulta em melhores níveis de educação e expectativa de vida. Os moradores de Brasília e das cidades satélites freqüentaram a escola por 9,62 anos, em média. A expectativa de vida daqueles com 60 anos atingiu, em 2009, 22,6 anos, 1,3 acima do registrado no restante do país.  

Desemprego e violência  

Em compensação, o desemprego permanecia em dois dígitos em 2009 e a taxa de homicídios masculina (15 a 29 anos) aumentou na década e registrou 120,9 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2007, dado mais recente disponível. No Brasil esse índice foi de 94,3 no mesmo ano.  

“O que desequilibra o Distrito Federal, em relação a outros estados com o mesmo padrão social, é a desigualdade, que é muito maior”, concluiu Jorge Abrahão.  

Presente à divulgação no IPEA, a presidente da Codeplan, Ivelise Longhi, disse que “O Distrito Federal tem um dos maiores IDHs [Índices de Desenvolvimento Humano] do país, mas também tem desigualdades, como mostra a pesquisa. Com esses dados, o importante é saber onde as políticas públicas devem ser reforçadas para reduzir essas desigualdades”.


Foto: João Viana

IPEA/Codeplan

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