Governo do Distrito Federal
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5/03/15 às 22h06 - Atualizado em 29/10/18 às 11h55

Estudos divulgados hoje, 5/3, apontam desigualdade entre mulheres

Com o objetivo de apontar caminho e reduzir a desigualdade entre as mulheres, foram divulgados hoje, 5, em coletiva de imprensa, pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), em parceria com a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Semidh), quatro estudos sobre a participação da mulher na sociedade, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Ao apresentar os estudos, o presidente da Codeplan, Lucio Remuzat Rennó Júnior, agradeceu a presença das autoridades e demais presentes e disse da satisfação de apresentar à sociedade dados coletados pela Companhia. “Trata-se de fontes muito ricas que vão subsidiar as políticas públicas”.

“Enquanto na Periferia Metropolitana de Brasília 34% dos domicílios são chefiados por mulheres, no Distrito Federal, esse percentual cai para 28%”, afirmou o diretor de Estudos e Políticas Sociais da Codeplan, Flávio de Oliveira Gonçalves ao iniciar a divulgação dos Estudos. “Hoje, a família não tem mais a estrutura de alguns anos atrás: a família convencional. Vários fatores influenciam as desigualdades entre eles, o esforço e a condição, mas ninguém deve ser punido por diferença de gênero e raça”, acrescentou.

Quando se estuda os responsáveis pelo domicílio, verifica-se que, nas regiões de maior poder aquisitivo, o percentual de mulheres responsáveis pelo domicílio é menor no Park Way (16,14%), Lago Sul (18,87%) e Lago Norte (20,73%). A participação é maior nas regiões de renda baixa, como Varjão (34,96%) e Paranoá (35,18%) e renda média, Núcleo Bandeirante (38,00%), Guará (33,54%) e Taguatinga (32,53%). O estudo revela que 88,79% do total das mulheres responsáveis pelos domicílios no Distrito Federal não têm cônjuges, situação similar é verificada em todas as regiões administrativas. Já para os homens, este percentual é de apenas 12,67%, o que significa forte relação com a condição socioeconômica domiciliar.

“O quadro da desigualdade é amplo e conectado”, afirmou a secretária da Semidh, Marise Nogueira, que agradeceu a Codeplan por demonstrar os dados estatisticamente da desigualdade social. “Sou exceção ao ter acesso ao nível superior, perceber salário até mais alto ao comparar com o sexo masculino, mas não deveria ser assim”, enfatizou a secretária.

A secretária disse, também, que a desigualdade acontece em outros grupos e, praticamente, em todos os países. As mulheres continuam tendo uma situação inferior, sofrem violência pela ação do machismo e as negras mais ainda. Os modelos estão desestruturados. Ainda são paternalistas e patrimonialistas, daí a importância da Semidh que trabalha com o enfrentamento à violência, com atendimento à mulher”, destacou.

Para a deputada federal, Érika Kokay, a violência se estabeleceu, passou a ser uma coisa natural. “Os salários são desiguais, as mulheres têm sido vítimas de profunda desumanização. Criou-se a maternofobia que se expressa no mercado de trabalho, muitas vezes com jornada dupla e tripla. Os homens são majoritariamente responsáveis por domicílios. Precisamos mais da participação da mulher no Legislativo”.

Por último, a secretária Marise conclamou os homens para um trabalho de participação porque a vitória não ocorre sozinha.

Veja o estudo aqui.

Reportagem: Eliane Menezes
Foto: Agência Brasília

 

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