Governo do Distrito Federal
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22/09/20 às 19h14 - Atualizado em 22/09/20 às 19h22

Julho e agosto registraram a maior quantidade de casos e óbitos durante a pandemia

 

23ª edição do Boletim Codeplan Covid-19 indica que ápice da pandemia no DF foi em julho

 

A vigésima terceira edição do Boletim Codeplan Covid-19, publicado nesta terça-feira (22), mostra que julho e agosto foram os meses que contabilizaram mais casos e óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, considerando tanto a data dos registros junto à Secretaria de Saúde quanto a data do início dos sintomas e do óbito. O mês de julho foi o recordista em notificações de casos, com 57.074 contaminados, e o mês de agosto foi o líder em notificações de óbitos, com 1.052 vítimas.

 

As análises de casos que usam a data dos primeiros sintomas e a data de óbito capturam informações mais aderentes ao verdadeiro comportamento do vírus, ainda que possam ser mais intensamente afetadas por atualizações retroativas da série, pois os novos casos e óbitos notificados são contabilizados em datas passadas. Por essa análise, julho continua sendo o mês recordista em infectados até então, com 56.728, assim como passa a ser o mês com mais mortes, 991. Esses números indicam que o ápice da pandemia no Distrito Federal foi em julho.

 

Até o último domingo (20), o mês de setembro havia registrado 36% do total de vítimas em agosto considerando a data do óbito, e 21% do total de vítimas em agosto considerando a data de notificação. Esses percentuais podem sofrer ajustes retroativos, levando em conta que pessoas cujo estado de saúde ainda não foi informado, ou pessoas contaminadas cujos sintomas se iniciaram recentemente podem ainda não ter tido seus registros realizados.

 

A tendência de novos casos, capturada pela média móvel de 7 e de 14 dias, considerando a data dos primeiros sintomas, foi de 400 e de 551 novos casos por dia, respectivamente, no último domingo (20). A tendência de óbitos, por sua vez, capturada pela média móvel de 7 e de 14 dias, considerando a data do óbito, foi de 9 e de 14 novos óbitos por dia, respectivamente, no último dia 20.

 

 

COMPARAÇÃO NACIONALNo ranking nacional, o Distrito Federal caiu da 8ª para 9ª posição entre as unidades federativas em número de casos confirmados de Covid-19 e da 5ª para 6ª colocação em número de novos casos diários. O aumento proporcional dos casos em uma semana também reduziu, passando de 4,26% entre os dias 6 e 13 de setembro (14º do país) para 3,91% entre os dias 13 e 20 de setembro (15º do país).

 

O Distrito Federal se mantém na 23ª ocupação na taxa de letalidade, com 1,67% dos casos vindo a óbito. Em número de casos por 100 mil habitantes e número de óbitos por Covid-19, o DF permanece nas mesmas posições, 2ª e 15ª, respectivamente. Por outro lado, passou da 3ª para 2ª posição no coeficiente de mortalidade, com 102 óbitos a cada 100 mil habitantes.

 

COVID-19 E PROJEÇÕES POPULACIONAISA edição anterior do Boletim Codeplan_Covid-19, publicada em 15 de setembro, relacionou os números do novo coronavírus com as projeções populacionais para 2020 no Distrito Federal. De acordo com a análise, os casos e óbitos registrados incidem diferentemente entre as faixas etárias da população local.

 

 

Observa-se que a pirâmide etária da população e a dos contaminados pela doença são semelhantes para os habitantes a partir de 35 anos, mas revela uma grande diferença de proporções entre os moradores abaixo dessa idade. Isso significa que entre a população abaixo dessa idade, a proporção de contaminados é menor do que entre a população das demais faixas etárias.

 

Ao analisar a ocorrência de óbitos ao longo das faixas etárias, é possível notar o crescimento da letalidade da Covid-19 entre a população idosa, considerada grupo de risco e, portanto, mais suscetível à evolução ao óbito quando contaminada. As regiões administrativas que registraram as maiores proporções de idosos (acima de 59 anos) entre os óbitos locais, até o dia 13 de setembro, foram o Plano Piloto, com 85% de idosos entre as vítimas, seguido por Taguatinga (75%) e por Ceilândia (74%).

 

Reportagem: Lucas Almeida, com supervisão de Renata Nandes, Ascom/Codeplan

 

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