Governo do Distrito Federal
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11/05/20 às 10h51 - Atualizado em 18/06/20 às 2h31

Quase metade das mulheres no Distrito Federal são mães

Segundo estudo da Codeplan, 49% das mulheres brasilienses possuem filhos

 

Quase 750 mil mulheres com mais de 14 anos residentes no Distrito Federal são mães, o que representa 49% da população feminina local. Os dados constam em um estudo publicado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

 

Em números absolutos, a Ceilândia é a região administrativa que possui a maior quantidade de mães no Distrito Federal, com 94 mil. Proporcionalmente, Sobradinho é a região com a maior concentração de mães entre as mulheres: 55,7% das moradoras são mães. A Fercal possui os menores percentuais absoluto e proporcional, com 988 mães, 23,1% das mulheres residentes na região.

 

Com relação à quantidade de filhos, 35% das mães tem dois, 28% apenas um, 20% possuem três e 7% mais de três. O Sudoeste/Octogonal é a RA que apresenta a maior proporção de mães com apenas um filho (40,5%), enquanto o SCIA/Estrutural detém a maior proporção de mães com mais de três filhos (28,6%).

 

Na capital federal, cerca de 31 mil mulheres dão à luz anualmente, segundo dados do SINASC. Ainda assim, a taxa de fecundidade das mulheres brasilienses reduziu consideravelmente. Entre 2000 e 2016, a queda na taxa de fecundidade total no Distrito Federal foi de 23%, passando de 2,19 para 1,69 filhos por mulher, abaixo do que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera necessária para recomposição da população na ausência de migração (2,1 filhos por mulher).

 

 

Idade

Segundo o estudo, a maior parte das mães brasilienses (43%) têm entre 40 e 59 anos, 36% possuem de 20 a 39 anos, 20% mais de 60 anos e 5% acima de 14 e menos de 20 anos. Esses resultados se diferenciam de acordo com as regiões administrativas.

 

Nos Lagos Norte e Sul, 37% das mães têm mais de 60 anos, enquanto menos de 7% das mães do SCIA/Estrutural estão nessa faixa etária. No Itapoã, SCIA/Estrutural e Varjão mais de 10% das mães possuem até 20 anos, enquanto esse percentual não chega a 1% em Águas Claras, Lago Sul, Park Way, Plano Piloto e Sudoeste/Octogonal.

 

Estado civil e perfil domiciliar

Mais da metade das mães residentes no Distrito Federal (54%), com ao menos um filho menor de 18 anos, se encontra casada ou em união estável. No Jardim Botânico, Park Way, Águas Claras e Plano Piloto, esse índice é superior a 75%. No Itapoã e Varjão, esse percentual é inferior a 40%.

 

A maioria das mães que possuem ao menos um filho menor de 18 anos (70%) reside em um arranjo domiciliar de casal com filhos, enquanto 24% vivem em um arranjo monoparental. Mais de 80% das mães que moram em Arniqueiras, Águas Claras, Fercal, Jardim Botânico, Lago Sul, Park Way e Plano Piloto vivem em arranjos compostos por casais. Mais de 30% das mães que residem no Gama, Paranoá e Varjão estão em arranjos monoparentais.

 

A proporção de mães que são chefes de domicílio é superior a 45% no Paranoá, SCIA/Estrutural e Varjão. Vale destacar que 35% das mães são chefes de domicílio em todo o Distrito Federal, enquanto 46% se declaram como cônjuge.

 

Escolaridade

Das 393.644 mães residentes no DF, que possuem ao menos um filho menor de 18 anos, 93% não estudam mais, enquanto 7% ainda estudam. Observa-se que 1% delas não frequenta e nunca frequentou o ensino regular.

 

Entre as mães que não estudam mais, 42% concluiu o ensino médio e 31% cursaram o ensino superior. No Lago Sul, 92% das mães são formadas no ensino superior, enquanto só 3% das mães do SCIA/Estrutural possuem esse nível de formação.

 

Trabalho e renda

Entre as mães que têm ao menos um filho menor de 18 anos, 58% trabalham. No Lago Sul, esse percentual é de 82%, enquanto no SCIA/Estrutural é de 40%. O estudo mostra que 67% são empregadas, 16,5% são autônomas e 8,2% são domésticas. O Varjão possui o menor percentual de empregadas (37%) e o maior de domésticas (38%). Gama e Santa Maria possuem o maior percentual de mães empregadas (77%), enquanto Sudoeste/Octogonal e Águas Claras não possuem mães domésticas.

 

O estudo revela que 60% das mães que possuem ao menos um filho menor de 18 anos vivem em domicílios com renda familiar per capita de até um salário mínimo, enquanto 6% moram em residências com renda familiar per capita superior a cinco salários mínimos. A renda familiar per capita dos domicílios onde há mães em todo o Distrito Federal é de R$ 1.522,81.

 

O percentual de mães que residem em domicílios com renda per capita superior a cinco salários mínimos ultrapassa os 30% no Lago Norte, Lago Sul, Park Way, Plano Piloto e Sudoeste/Octogonal, enquanto mais da metade das mães que moram no Riacho Fundo II, Samambaia, SCIA/Estrutural e Sol Nascente/Pôr do Sol vivem em residências com renda mensal per capita inferior a meio salário mínimo. A renda domiciliar per capita média das mães que moram no Lago Sul era de R$ 7.571,08, no SCIA/Estrutural não passava de R$ 388,48.

 

Uso do tempo

Consolidando uma percepção comum na sociedade, as mulheres que são mães gastam mais tempo em atividades domésticas do que os homens e as que não são mães, com uma média de 25,5 horas semanais dedicadas aos afazeres do lar. As mulheres que não são mães gastam em média 15,3 horas semanais e os homens, 9,5 horas.

 

O contraste é ainda maior ao se analisar por regiões administrativas. Enquanto as mães que residem no Lago Norte, Lago Sul, Park Way e Sobradinho dedicam menos de 20 horas semanais às atividades do lar, as mães que moram na Candangolândia, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia e Sol Nascente/Pôr do Sol despendem em média mais de 30 horas por semana nos cuidados com a casa.

 

Veja o estudo completo: Perfil das Mães no Distrito Federal

 

Reportagem: Lucas Almeida (estagiário), com supervisão de Carol  Oliveira

Foto:- Tony Winston da Agência Brasília

 

 

 

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