Governo do Distrito Federal
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5/07/13 às 14h36 - Atualizado em 29/10/18 às 11h52

Melhora nível de escolaridade no Riacho Fundo II

A Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD/2013) referente ao Riacho Fundo II, divulgada nesta manhã pela Codeplan, apontou aumento no número de moradores com nível superior completo e queda no número de analfabetos na região administrativa. Além da escolaridade, a evolução também foi constatada em outros indicadores, como trabalho e posse de bens, em comparação com as PDADs de 2004 e 2011.

Participaram da divulgação o presidente da Companhia, Júlio Miragaya, o gerente da Base de Dados que responde pela Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Jusçânio Umbelino, a economista Iraci Peixoto, o diretor de Estudos Urbanos e Ambientais, Wilson Lima, e a administradora da RA, Geralda Godinho.

Entre os habitantes da região administrativa, com população estimada de 39.093 pessoas em 2013, apenas 1,25% se declara analfabeto, índice 1,21 ponto percentual menor em relação aos dados analisados há dois anos. A diferença é ainda maior entre os que possuem nível superior completo. Os concluintes de graduação, especialização e mestrado totalizam atualmente 5,24%, contra 3,94% em 2011 e 2,3% em 2004.

Apesar dos dados mostrarem avanço dos que terminaram o ensino superior, Jusçânio afirma que Riacho Fundo II “é uma RA que ainda concentra uma parcela significativa da população com ensino fundamental incompleto, característica que pode sinalizar a necessidade de politicas na área educacional”.

Os postos de trabalho na própria região da mesma forma apresentam crescimento neste ano. Hoje, o equivalente a 20,39% dos moradores possuem emprego no Riacho Fundo II, enquanto, em 2011, 17,15% trabalhavam na cidade em que residem.

O presidente da Codeplan aponta a desconcentração de oportunidades de emprego em Brasília como um dos aspectos importantes para o desenvolvimento do Distrito Federal.  “Não tem nenhuma outra metrópole que tem uma concentração de emprego, no Brasil, tão forte quanto a que nós observamos aqui”, explicou Miragaya.

A renda domiciliar registrada com a recente pesquisa na região é de R$ 2.714,36 (ou quatro salários mínimos) e a renda per capita, de R$ 750,81, pouco superior a um salário mínimo.

“Várias regiões tiveram um aumento expressivo da renda em termos nominais. O ideal seria que essa renda fosse mais voltada ao investimento na educação do que, propriamente, em bens de consumo”, considerou Miragaya.

O aumento considerável da quantidade de domicílios cujos moradores possuem carros, TVs por assinatura e microcomputadores também compõem o quadro evolutivo de índices socioeconômicos da XXIV RA do Distrito Federal. Em 2004, menos de 1% das casas ocupadas tinha TV por assinatura e, em 2011, o número havia crescido apenas 1,87%, taxas bem inferiores a atual situação, de 36,6%. Atualmente, mais da metade dos domicílios possuem ao menos um computador (52,64% das residências) e um automóvel (56,10%).

Iraci elogiou os pesquisadores e afirmou observar maior credibilidade por parte dos moradores da região na equipe responsável pela coleta de dados para a pesquisa.  “A pesquisa começa a ser reconhecida e as pessoas têm mais tranquilidade em responder para a Codeplan”, constatou a economista.

Para a administradora do Riacho Fundo II, com a PDAD, a Codeplan colabora substancialmente com o bom planejamento do Distrito Federal. “Os dados nos auxiliam a desenvolver corretamente as políticas públicas”, disse Geralda.

Texto: Marla Maçal/Ascom
Fotos: Toninho Leite

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