Governo do Distrito Federal
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23/04/14 às 22h13 - Atualizado em 29/10/18 às 11h52

Os Contrastes de Águas Claras

O 24º volume das Pesquisas Distritais por Amostra de Domicílio (PDAD), que estudou Águas Claras, revela os contrastes de uma Região Administrativa subdividida em três setores bastante heterogêneos: Arniqueiras, Areal e Águas Claras Vertical.

A população total é de 121.839 habitantes, mas a densidade demográfica difere entre os setores. Enquanto em Arniqueiras é possível observar muitas casas, em Águas Claras Vertical predominam os grandes prédios, o que a torna mais densa, com um total de 73.586 pessoas residindo em um espaço territorial inferior ao de Arniqueiras, que possui uma população de 25.527.

Os contrastes vão além das características urbanísticas. Entre os três bairros, que foram pesquisados separadamente, Águas Claras Vertical apresenta os índices mais elevados em relação ao nível de escolaridade e renda média. Aproximadamente 50% dos habitantes do setor possuem formação superior completa. Em Arniqueiras, esse número cai para 24,25%, enquanto no Areal é de apenas 14,60%. A disparidade na renda domiciliar também é notável, em Águas Claras Vertical o índice gira em torno de R$ 12 mil, em Arniqueiras aproximadamente R$ 8 mil e em Areal não passa de R$ 4.228,56.

Outro ponto de destaque na pesquisa foi a desaceleração do crescimento geométrico, que até 2011 era superior a 20% e agora não passa de 3,45%. Iraci Peixoto, coordenadora da pesquisa, ressalta que, apesar da queda do índice, o número ainda é elevado se comparado à média das demais Regiões Administrativas do Distrito Federal.

A pesquisa ainda aponta uma razoável dependência de outras regiões, sobretudo Taguatinga e Plano Piloto, que atendem a 56% dos estudantes e 87% da população que utiliza os hospitais públicos. Por outro lado, a maioria das compras de alimentação, serviços pessoais e gerais são feitas na própria RA.

Águas Claras possui um alto número de funcionários públicos, 33,80% da população. Jusçanio Souza, gerente de Base de Dados da Codeplan, afirmou que a nova sede administrativa do GDF, em Taguatinga, deverá amenizar o problema do trânsito nas vias de acesso à Águas Claras, o que tem sido um desafio. Mesmo com o metrô atravessando a cidade, 87,84% dos domicílios possuem um ou mais automóveis.

Denilson Costa, administrador da RA, abordou mais amplamente a questão da mobilidade urbana. Segundo ele, a administração tem se empenhado em buscar alternativas para os problemas de transporte e acessibilidade. Algumas das soluções apontadas foram novos viadutos de acesso à região e a construção de um terminal rodoviário. Costa também ressaltou dados positivos da pesquisa, destacando os serviços de abastecimento de água, energia elétrica e esgotamento sanitário praticamente universalizados, assim como a coleta de lixo.

Quando o debate foi aberto ao público, outros temas importantes foram discutidos. O professor emérito da UnB e geógrafo da Codeplan, Aldo Paviani, colocou em pauta a pouca fidelidade de Águas Claras ao seu projeto original, o que acarreta problemas de infraestrutura atualmente. Também foi debatido a necessidade de novas vias e o cuidado com o espaço urbano.

Veja a pesquisa aqui.

Texto: Júlio Poloni
Foto: Toninho Leite 

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