Governo do Distrito Federal
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3/02/16 às 20h20 - Atualizado em 29/10/18 às 11h50

PDAD aponta crescimento na renda e na posse de bens no Varjão

A renda domiciliar de 2.774,48, correspondente a 2,89 Salários Mínimos e a per capita de R$ 627,81, a 0,80 Salários Mínimos cresceram em 2015 no Varjão. Também houve aumento na posse de bens e serviços como TV por assinatura, automóveis, entre outros. Foi o que apontou a Pesquisa Domiciliar por Amostra de Domicílios (PDAD), divulgada hoje,3, pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Na RA, entre os 500 domicílios pesquisados, em setembro de 2015, apenas 0,24% tem moradores com rendimentos acima de 20 salários mínimos. Com até um salário mínimo se encontram 12,65% dos domicílios. Hoje, o Varjão tem uma população urbana estimada, para 2015, em 9.215 habitantes, com predominância de pessoas do sexo feminino, 50,54%. Ao comparar os dados das PDAD’s 2011, 2013 e 2015, observa-se que, na RA Varjão, o número médio de pessoas por domicílio aumentou em relação a 2013 embora tenha diminuído em relação a 2011.

Ao analisar a distribuição da renda domiciliar bruta mensal, segundo as classes de renda, verifica-se que a classe mais expressiva é a de dois a cinco salários mínimos, 46,54%, seguida pela classe de um a dois salários mínimos, 29,83%.

“A PDAD é um produto extremamente importante, que a Codeplan oferece à sociedade. Essa pesquisa permite dialogar com quem está na ponta. A Companhia, ao realizar as PDADs, está contribuindo com as políticas públicas. Coloca foco de luz nas questões, desafios, enfrentados pelas Regiões Administrações”, destacou o presidente da Codeplan, Lucio Rennó.

Ao falar sobre a caracterização urbana do Varjão, Sérgio Ulisses Silva Jatobá, gerente de Estudos Urbanos, disse que, na RA, há uma tendência à verticalização, e devido à proximidade com o Plano Piloto, a cidade vem-se valorizando. O Varjão possui atualmente um total estimado de 2.499 domicílios, com uma população urbana estimada de 9.215, o que dá uma média de 3,68 pessoas.

Jatobá disse ainda que, na Região, a quase totalidade das construções é permanente. Destas, 75,75% são casas,10,42%, quitinetes/estúdios e 10,02% são apartamentos.

Segundo a percepção da população – acrescentou Jatobá – hoje há mais segurança no Varjão. Há uma linha de ônibus que circula na cidade e três linhas que vão até o Plano Piloto. Do total dos moradores da Região Administrativa do Varjão, 55,96% disseram que utilizam ônibus enquanto 19,97% usam o próprio veículo para irem ao trabalho. A pé se deslocam 18,64%.

“Com a pesquisa, passamos a conhecer as condições econômica, social, educacional. Quando divulgamos números, estamos trabalhando com a realidade de uma região. Por trás desses números, estamos lidando com pessoas, por isso é importante divulgar dados para mostrar como a comunidade dessas regiões vive”, enfatizou o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno de Oliveira Cruz.

O número de autônomos é muito alto e no comparativo da renda, o número de pessoas sem carteira assinada também é muito alto, mas o nível de desigualdade é muito menor hoje, e quando comparado com o Distrito Federal, é significativo, afirmou Bruno.
Houve pequeno aumento no percentual de postos de trabalho na região ao comparar com 2013. Com relação ao nível de escolaridade, o percentual de analfabetos caiu no comparativo a 2013 e 2011 enquanto o percentual de moradores com nível superior completo subiu.

O administrador regional do Varjão, Leandro Casarin Dalmas, parabenizou a equipe da Codeplan pelo trabalho entregue à sociedade. “Com os dados em mão, é possível conhecer a realidade e trabalhar os desafios que serão enfrentados pelos moradores”.

Entre as várias ações apontadas pelo administrador está a criação de centros, cooperativas de artesãos, sala de empregos. Ele disse que desde 2011 vem utilizando os dados da Codeplan. “São dados importantes para se pensar nas políticas públicas”.

Ele destacou que um dos problemas preocupantes é o número de jovens fora da escola, mas que tem focado nesse público. Nesse sentido, tem realizado ações ambientais, buscando-se também mais alternativas para a melhoria da qualidade de vida da população. A maioria do comércio não está regularizada, e o esgoto precisa melhorar. Quanto às creches, ele informou que duas serão inauguradas no segundo semestre deste ano. “Trabalho essencial este que a Codeplan desenvolve. Tem humano por trás dos números”, completou Dalmas.

mesa

Da esquerda para a direita: Bruno Cruz, diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas; Leandro Casarin, Administrador Regional do Varjão e Lago Norte; Lucio Rennó, presidente da Codeplan; Aldo Paviani, diretor de Estudos Urbanos e Ambientais; e Sérgio Jatobá, gerente de Estudos Urbanos e Ambientais. 

Reportagem: Eliane Menezes
Fotos: Toninho Leite

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