Governo do Distrito Federal
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28/09/16 às 21h37 - Atualizado em 29/10/18 às 11h49

PED mostra redução na taxa de desemprego no DF

Taxa de Desemprego caiu de 18,9%, em julho, para 18,5% em agosto

O contingente de desempregados, no mês de agosto, ficou estimado em 290 mil pessoas, o que representou sete mil a menos na queda do desemprego, na comparação com o mês de julho, que foi de 297 mil pessoas, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada nesta tarde (28), na Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), em parceria com Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal, Dieese e Fundação Seade.

“Continuamos a atravessar um processo de crise, contudo o desemprego volta a cair, e isso é bastante relevante”, destacou o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, ao apresentar a PED em coletiva de imprensa. Ele enfatizou ainda o crescimento no número de ocupados. “Agosto foi o segundo mês a registrar queda na taxa de desemprego, e já começamos a vislumbrar uma tendência de melhoria no cenário do mercado”. Também comemorou a renovação, por mais um ano, da parceria com os órgãos envolvidos na elaboração da PED.

Apesar de a taxa de desemprego ser alta entre os jovens, o que denota preocupação, uma vez que praticamente mais de um terço desse público está desempregado, é para se ver com otimismo os dados da pesquisa que revelam que a taxa de desemprego total apresentou redução de 18,9%, em julho, para 18,5% em agosto.

PED agosto 1Também a taxa de desemprego aberto – aquele em que pessoas procuraram trabalho de maneira efetiva nos 30 dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum trabalho nos últimos sete dias– passou de 15,1% para 14,7%, enquanto a de desemprego oculto – pessoas que realizam de forma irregular algum trabalho remunerado ou não remunerado, em ajuda a negócio de parentes e que procuraram efetivamente trabalho nos 30 dias anteriores ao da entrevista ou nos 12 meses– manteve-se relativamente estável, de 3,8% para 3,7%.

Segundo Rennó, a atividade que mais gerou emprego foi o setor Serviços, entretanto, afirmou que a pesquisa apontou uma situação preocupante: o Grupo 3 – de Regiões Administrativas com renda mais baixa, que são Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Paranoá, São Sebastião, Santa Maria e Recanto das Emas, foi o grupo que apresentou maior taxa de desemprego, caindo –22,2%, seguido pelo Grupo 2, que abrange as Regiões Administrativas com renda intermediária: Gama, Taguatinga, Sobradinho, Planaltina, Núcleo Bandeirante, Guará, Cruzeiro, Candangolândia e Riacho Fundo, caiu –15,3%, e, por último, o Grupo 1: Brasília, Lago Sul e Lago Norte – Regiões Administrativas com renda mais alta foi o grupo que menos teve impacto na taxa do desemprego.

Ele lembrou que tanto o Distrito Federal quanto São Paulo tiveram tendência diferente das demais cidades pesquisadas: houve maior queda de desemprego. “E no DF, diminuiu mais do que em São Paulo, ao contrário das outras unidades da Federação. Fortaleza e Porto Alegre tiveram maior crescimento do desemprego”, comparou Rennó.

Nível de ocupação

Entre julho e agosto, houve pequena variação positiva de quatro mil no nível de ocupação. O contingente de ocupados ficou estimado em 1.282 mil pessoas. Setorialmente, esse comportamento decorreu do aumento de oito mil no setor Serviços. De acordo com a PED, na Indústria de Transformação, houve redução de menos quatro mil. Na Construção Civil, menos dois mil e no Comércio, menos cinco mil. Registrou-se, ainda, redução na Administração Pública: menos dois mil. Já, no setor privado, foi observado aumento no contingente de trabalhadores de cinco mil e de um mil no setor público. Além disso, cresceu o assalariamento com carteira de trabalho assinada: seis mil, o que mostra relativa estabilidade. Também se registrou variação positiva no número de autônomos: dois mil.

O secretário-adjunto, Thiago Jajour, da Secretaria do Trabalho, presente na divulgação da PED, disse do esforço que a Secretaria vem fazendo, em conjunto com o setor produtivo, para reduzir a taxa de desemprego no DF. Jajour afirmou que foram criadas políticas de Estado que permanecerão com o tempo. “Por meio do ensino a distância, temos ofertado curso à população. Para isso, criamos o Portal, e hoje são mais de 23 mil pessoas matriculadas”. Falou ainda sobre o Prospera, programa de crédito para os microempresários, e fábrica social. “Acredito que essas ações desenvolvidas pela Secretaria têm contribuído com decréscimo do desemprego”.

A coordenadora e Análise do Dieese, Adalgisa Lara Amaral, destacou os tipos de serviços que mais contribuíram para o crescimento do emprego: foram as atividades científicas e técnicas. Entre elas, a informação, comunicação, financeiras e seguros. Essas atividades cresceram 12,5%.

Por último, Adalgisa disse acreditar que o quadro atual melhore. “Pelo quinto mês consecutivo, vem subindo o nível de confiança dos empresários, e pelo quarto mês, o grau de confiança dos consumidores”.

Acesse aqui a apresentação e a íntegra da Pesquisa.

Reportagem: Eliane Menezes, da Codeplan
Foto: Mauro Moncaio, da Codeplan

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