Governo do Distrito Federal
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7/07/16 às 22h27 - Atualizado em 29/10/18 às 11h49

PMAD de Águas Lindas de Goiás é divulgada na Codeplan

A PMAD busca retratar a dinâmica existente entre o DF e os 12 municípios goianos que compõem a Área Metropolitana de Brasília (AMB)


 

Com uma população de 205.267 habitantes, Águas Lindas se apresenta como um município majoritariamente composto por migrantes. Desses, apenas 8,6% são naturais do Estado de Goiás e 91,4%, de outras unidades da Federação. O percentual de desempregados é de 7,3%, o equivalente a 15.174 do total de 94.898 ativos. Os dados são da Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílios para Águas Lindas de Goiás, que foi divulgada nesta quinta-feira, 7, na Codeplan.

Ao lançar a pesquisa, o diretor administrativo e financeiro, Antônio Fúcio de Mendonça Neto e substituto do presidente da Companhia, Lucio Rennó, falou sobre a relevância do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Codeplan e os municípios goianos pertencentes à Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (AMAB).

Ele disse que a PMAD busca retratar a dinâmica existente entre o DF e os 12 municípios goianos que compõem a Área Metropolitana de Brasília. “O Acordo mostra que estamos cumprindo mais uma etapa ao divulgar os dados para Águas Lindas de Goiás. É um importante produto disponibilizado não só para os gestores governamentais mas para a sociedade”, acrescentou. Ele apontou ainda alguns números, entre eles o expressivo percentual (60%) dos que trabalham no Distrito Federal, distribuídos nas Regiões Administrativas.

A pesquisa revelou que predominam os que têm renda entre dois a cinco salário mínimo, somando 17.101 ou 41,3% do total, seguidos dos que percebem entre um e dois salários mínimos – com 12.900 ou 31,2% dos domicílios – , e dos que têm rendimento de até um salário mínimo, 8.551 ou 20,7%.

Para contextualizar o histórico da cidade, o gerente de Estudos Urbanos, Sérgio Ulisses Silva Jatobá, disse que a cidade é a sexta maior do Estado de Goiás que mais cresceu nos últimos anos. “Em 2013, passava de dois mil habitantes. Houve também aumento do consumo de energia elétrica, indicador que revela crescimento”. Além disso, subiu o número de leitos nos hospitais da cidade e de escolas. Destacou também o crescimento do comércio que se assemelha ao comércio das RAs. “Apesar da baixa renda, é possível ver melhoria no padrão de moradia da população”, completou Jatobá.

O gerente de Estudos Regional e Metropolitano, Frederico Bertholini Santos Rodrigues, segundo apresentador da pesquisa, os domicílios que apresentaram rendimento com mais de cinco até 10 salários mínimos representam 5,3% do total. De 10 a 20 salários mínimos, perfaz apenas 1,6%. “Com renda não declarada são 15.421 domicílios, e a média da renda domiciliar per capita está situada em R$ 430,4, com nível de desigualdade relativamente baixo, o que mostra que o fator desigualdade não está tão ruim quando comparado com outras regiões”, ressaltou.

Bertholini disse que a cidade conta com 100.978 homens e 104.289 mulheres, e que as 79.279 mil pessoas que têm trabalho remunerado correspondem a 38,6% do total da população urbana acima de 10 anos. Já os aposentados representam apenas seis por cento. Outro ponto destacado é a existência de pessoas ainda muito jovens.

Ocupação segundo os setores de atividades remuneradas

Bertholini fez referência às atividades do setor terciário. Afirmou que no setor estão 74,1% das pessoas com trabalho remunerado. Nas atividades de comércio, 11,4% dos ocupados; serviços domésticos, 3,5%, e nos serviços gerais são 11.665 pessoas que têm atividade econômica. Ainda, na categoria serviços, 1%, o equivalente a 1.977 pessoas trabalhando na administração pública federal, estadual ou municipal.

Com relação aos demais serviços, são distribuídos entre transporte e armazenagem, com 1,4%; saúde, 1,4%; educação,1,4%; serviços pessoais, 0,9%; comunicação e informação,0,7%; serviços imobiliários,0,1%; e outros com parcelas pouco significativas.

Participaram da Mesa, além do diretor administrativo e financeiro, Antônio Fúcio de Mendonça Neto, o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno de Oliveira Cruz, o diretor de Estudos Urbanos e Ambientais, Aldo Paviani, os apresentadores da pesquisa, Sérgio Jatobá e Frederico Bertholini, a prefeita de Valparaíso e presidente da AMAB, Lucimar Conceição do Nascimento, Liosório de Jesus Meireles, representante do Governo do Estado de Goiás para Assuntos Metropolitanos e o secretário do Meio Ambiente de Águas Lindas, Lúcio Mauro, representando o prefeito da cidade, Osmarildo de Sousa.

Veja aqui a apresentação

Reportagem: Eliane Menezes
Foto: Agência Brasília

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