Governo do Distrito Federal
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18/05/20 às 20h20 - Atualizado em 27/05/20 às 16h26

Quase 5% da população brasiliense possui algum tipo de deficiência

 

Codeplan apresenta perfil demográfico, condições de emprego e mobilidade desta população

 

Um estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) mostra que o Distrito Federal tem 139.708 habitantes que possuem algum tipo de deficiência, o que equivale a 4,8% da população, segundo o estudo “Pessoas com deficiência: perfil demográfico, emprego e deslocamento casa-trabalho”. A pesquisa faz parte da série “Retratos Sociais DF 2018”, que traça um perfil sobre determinados grupos da população local a partir de dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) 2018.

 

A deficiência visual é a mais comum, atingindo 2,7% dessa população. Em seguida vêm as deficiências motoras (1,5%), auditiva (0,9%) e intelectual/mental (0,8%). Mulheres (5,3%) e idosos (14,8%) são os grupos que possuem as maiores proporções de pessoas com deficiência. Apenas 31% desta população possuem plano de saúde privado.

 

O estudo revela que as regiões administrativas de média-baixa (5,3%) e baixa renda (5,5%) concentram as maiores proporções de pessoas com deficiência. Nas regiões de média-alta e alta renda, os índices são de 4,7% e 3,2%, respectivamente.

As regiões administrativas que concentram as maiores proporções de Pessoas com Deficiência entre suas populações são Varjão (9,1%), Gama (7,9%) e Recanto das Emas (7,1%). As RAs que possuem menos são Park Way (2,2%), Sudoeste/Octogonal (2,3%), Águas Claras e Lago Sul (2,5%).

 

 

De acordo com o estudo, 5,3% das mulheres do Distrito Federal possuem algum tipo de deficiência, face a 4,4% dos homens. O fator das mulheres serem maioria na população brasiliense total contribui para esse resultado. Não há discrepâncias relevantes quando consideramos raça/cor das pessoas com deficiência. O percentual de negros com deficiência é de 4,9% e o de não negros é de 4,8%.

 

Em relação à faixa etária, observa-se que o número aumenta com a idade, o que já é esperado, visto que algumas deficiências possuem forte relação com o envelhecimento e outras são adquiridas por circunstâncias acidentais ao longo da vida. O percentual de idosos com 59 anos ou mais com alguma deficiência (14,8%) é quase três vezes maior que o de adultos entre 30 e 59 anos (4,9%).

 

 

 

Escolaridade

O ensino médio foi concluído por 27,5% das pessoas com deficiência e por 36,5% das pessoas sem deficiência. Somente 18,7% das PcD se formaram no ensino superior, contra 33,8% das que não possuíam deficiência. Em relação à frequência escolar, a realidade de ambas não é muito distinta: mais da metade das pessoas com deficiência de até 24 anos frequentavam a escola (67,4%), enquanto 65,1% das sem deficiência também.

 

 

 

Trabalho e renda

O percentual de pessoas com deficiência maiores de 14 anos que possuíam emprego era de 33,2%, ou seja, aproximadamente uma em cada três PcD estava empregada, face a 55,3% das pessoas sem deficiência. Proporcionalmente, aqueles que tinham deficiência visual estavam mais inseridos no mercado de trabalho do que aqueles que tinham outras deficiências. Aproximadamente, quatro em cada dez deficientes visuais possuíam emprego (41,2%).

 

O estudo aponta que entre as pessoas com deficiência ocupadas, 45,8% delas possuíam carteira assinada, 41,8% não tinham a carteira assinada e 12,4% eram funcionários públicos estatutários. A grande maioria das PcD eram empregados (63,6%), seguidas pelas que trabalhavam por conta própria ou como autônomas (25,3%) e como empregado doméstico (6,1%). Entre as sem deficiência, tais índices eram de 67%, 21,5% e 3,4%. O setor de serviços concentrava a maior parcela da população.

 

A remuneração média do trabalho principal das PcD era de R$ 3.036,62, enquanto a das pessoas sem deficiência era de R$ 3.424,40. Ao observar a renda média das PcD por tipo de deficiência, conclui-se que o maior rendimento médio pertence aos que possuem deficiência visual (R$ 2.727,08) e o menor aos que têm deficiência auditiva (R$ 2.626,24).

 

 

Entre as PcD, 28,1% eram aposentados, 10,3% pensionistas e 6,4% beneficiários de programas sociais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), Bolsa Família, entre outros. Entre as pessoas sem deficiência, esses resultados eram bem menores, principalmente se tratando de aposentados (10,9%), seguido por pensionistas (3%) e beneficiários de programas sociais (2,9%).

 

 

Veja o Sumário Executivo e o estudo completo

 

Reportagem: Lucas Almeida (estagiário), com supervisão de Carol  Oliveira

Foto de capa: Tony Winston/Agência Brasília

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