Governo do Distrito Federal
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27/12/19 às 16h46 - Atualizado em 4/02/20 às 15h59

Sistema online vai acompanhar trajetória de jovens do sistema socioeducativo

Parceria entre a Sejus e a Codeplan vai atender necessidade da secretaria de informatizar dados sobre os socioeducandos.

 

Ferramenta Jornada (Crédito: Reprodução)

Jornada, este é o nome do sistema online que está sendo desenvolvido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus) com apoio técnico da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), para gerir e acompanhar a trajetória de jovens e adolescentes entre 12 e 21 anos incompletos que cumprem medidas socioeducativas nas unidades de internação do Distrito Federal.

 

A ferramenta, que faz parte de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Sejus e a Codeplan, nasceu da necessidade de haver um sistema informatizado que reúna informações sobre saúde, educação, situação jurídica, acompanhamento psicológico, conduta e atividades comuns à rotina desses jovens, entre outros. Em agosto, segundo a secretaria, 775 jovens cumpriam medida de internação, 116 estavam em semiliberdade e, 1.641 no meio aberto.

 

“Hoje, dentro do socioeducativo, os jovens que são recebidos não possuem nenhum tipo de sistema digital ou processo sistematizado que faça o acompanhamento deles dentro das unidades. Às vezes, informações importantes acabam se perdendo. A ideia é desenvolver uma ferramenta que entregue um acompanhamento dinâmico e preciso”, explica o gerente de Demografia, Estatística e Geoinformação da Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, Alexandre Santos.

 

Conforme o plano de trabalho, a empresa prestará consultoria à equipe da Subsecretaria do Sistema Socioeducativo, responsável por implantar a ferramenta, nas fases de construção, testes e análises. Além disso, a equipe será capacitada por técnicos da Codeplan para que possam desenvolver a estrutura do sistema. Todo o conjunto de fluxos, requisitos e módulos já está sendo mapeado pela própria subsecretaria e discutido com a área responsável da Companhia. A previsão é que a ferramenta esteja pronta no segundo semestre de 2020.

 

Para o subsecretário do Sistema Socioeducativo, Demontiê Filho, a criação de um sistema de informação será a resposta de uma antiga necessidade do sistema socioeducativo e possibilitará a gestão qualificada dos dados dessa política. “A expectativa é que o Jornada facilite o acompanhamento e reforce a garantia de direitos, principalmente a garantia da jornada pedagógica nas unidades, jornada essa que inspira o nome da ferramenta e é o alicerce da proposta de atendimento socioeducativo”, declara Demontiê.

 

Perfil dos profissionais – Ainda dentro do Acordo de Cooperação Técnica, a Codeplan também desenvolveu uma pesquisa para traçar o perfil sociodemográfico e atribuições dos profissionais do sistema socioeducativo do DF. O público-alvo do questionário são os assistentes sociais, pedagogos, psicólogos, técnicos e agentes socioeducativos do sistema.

O objetivo do estudo é identificar como os servidores do socioeducativo percebem suas atribuições, condições de trabalho e o próprio sistema socioeducativo, visando aprimorar as estratégias de capacitação.

 

Segundo a gerente de Estudos e Análises de Proteção Social, Júlia Modesto, os profissionais do sistema socioeducativo possuem uma série de atribuições que são dadas, tanto pela legislação do sistema quanto regulamentadas pelas próprias categorias profissionais. “A intenção é analisar como os profissionais percebem essas diferentes atribuições”, diz Júlia.

A gerente relata que a percepção dos servidores em relação aos papéis que desempenham pode variar muito de acordo com o tipo de medida: “Sabemos que na internação, algumas das atribuições são mais bem definidas, mas quando vamos para o meio aberto, as atribuições dos diferentes profissionais podem se confundir”, afirma.

 

A pesquisa é realizada por meio de um questionário online com diversas questões, organizadas em dois blocos. O primeiro é relacionado ao perfil dos profissionais, com questões sociodemográficas, educacionais, sobre o local de trabalho e tempo de serviço. O segundo bloco é focado nas atribuições dos servidores e suas percepções sobre a profissão.

Após o fim da aplicação do questionário, os próximos passos são analisar as respostas dos servidores socioeducativos, apresentá-las à Subsecretaria do Sistema Socioeducativo e elaborar o relatório final da pesquisa.

 

Segundo Demontiê Filho, as pesquisas com os servidores e posteriormente com os adolescentes apresentarão análises para a qualificação do sistema socioeducativo. “Ter dados sobre o perfil dos servidores e sobre como entendem suas atribuições, trará subsídios para a gestão pensar em novos fluxos e rotinas de trabalho, capacitações profissionais e cuidados com os servidores. O resultado será a qualificação do sistema socioeducativo”, afirma o subsecretário.

 

** Por Lucas Almeida, estagiário sob supervisão de Angélica Pinheiro

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