Governo do Distrito Federal
14/07/22 às 15h44 - Atualizado em 14/07/22 às 18h01

Chega ao fim o ciclo semanal de apresentações da PDAD 2021

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O novo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF Codeplan) apresenta o comparativo dos dados socioeconômicos e domiciliares dos brasilienses

Após a série de apresentações da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) 2021 por Unidade de Planejamento Territorial (UPT), o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF Codeplan) mostra o diagnóstico comparativo dos aspectos domiciliares e socioeconômicos das 33 regiões administrativas de Brasília. Os dados foram divulgados no dia 7 de julho em transmissão ao vivo e permanecem atuais.

 

No período de um mês, os quatro cantos do DF, puderam conhecer de forma desmembrada suas características demográficas, econômicas, de migração, trabalho e renda, condição social, etnia, estado civil, aspectos habitacionais, infraestrutura, entre outros, de seus moradores.

A subsecretária de Políticas e Planejamento Urbano, Sílvia De Lázari, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh-DF), explicou a importância da pesquisa para os que trabalham com planejamento urbano. “Estamos fazendo revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e utilizamos esses dados para conseguir fazer tanto o planejamento macro quanto o planejamento por RA e, em especial, essa questão das desigualdades que acontece em nosso território, que é muito grande,” disse.

Ao total, o Distrito Federal possui pouco mais de três milhões de habitantes. Divido por cidade, esse número variou entre 350.247 e 1.737 pessoas nas cidades, Ceilândia e SIA, respectivamente. A mais populosa do DF fica à frente no ranking com 100.000 habitantes a mais que a segunda, Samambaia (247.629).

 

Na renda, o comparativo mostrou uma grande discrepância. Enquanto a RA Lago Sul possui rendimento bruto mensal de R$ 31.322,91, a SCIA-Estrutural têm uma média mensal de R$ 2.014,03. Ainda em lados opostos, dentre as 34 urbanizações, o Lago Sul foi considerado a com maior média de idade (42,48) e a SCIA-Estrutural a mais jovem (27,46).

 

Das características individuais de cada brasiliense, 57,4% se autodeclaram pretos e pardos, sendo que desse número a maior concentração de negros se encontra na SCIA-Estrutural (75,4%) e a menor no Lago Sul (32,7%).

“Com a visão desses dados fica mais claro que a gente tem que trabalhar nesse sentido de minimizar às questões da diferença de renda, de tempo de mobilidade, lazer, trabalho em casa, do acesso aos equipamentos e a questão da infraestrutura dos domicílios que também tem a ver com esse planejamento mais geral do território,” afirmou Sílvia.

 

A conectividade está presente por todo o DF. A pesquisa mostrou que 99,0% dos lares têm acesso a internet. Na variação por cidade, os números ficam entre 100,0% e 96,2%. Os serviços de streaming também se fazem presentes nas casas do Quadradinho, aproximadamente 61,6% das residências entrevistadas alegaram possuir algum dos vários serviços disponíveis no Brasil.

 

No mercado de trabalho, 58,9% das pessoas da Capital fazem parte da População Economicamente Ativa (14 anos ou mais). Dos que trabalham no Plano piloto são 40,7%, sua maioria residentes no Plano Piloto (94,6%), enquanto os que trabalham na própria RA são 40,4%.

O ENSINO NO DF

 

Nas 34 regiões, a porcentagem de pessoas com ninguém superior completo é de 36,3%. O Lago Sul possui cerca de 87,2% desse número, logo atrás vem Sudoeste/Octogonal (86,3%), na outra ponta, fica a SCIA-Estrutural com 4,6%. Dos frequentadores de instituições públicas de ensino a média ficou entre 96,7% e 6,0%, SCIA-Estrutural e Park Way, respectivamente.

DADOS INÉDITOS

 

Na última edição, além das questões tradicionais, a pesquisa trouxe como novidade o questionário de identidade de gênero e orientação sexual para os maiores de 18 anos. Da comunidade LGBTQIA+ do DF (3,8%), 6,6% são de Águas Claras, seguido de Plano Piloto (6,5%) e Varjão (6,4%).

 

Outra questão tratada na PDAD 2021 foi a de segurança alimentar. Na capital a insegurança alimentar grave atinge 3,9% da população. Dessa amostra, o tópico ficou mais evidente no Sol Nascente/Pôr do Sol (12,7%) e no Itapoã (9,9%). Algumas RAs, como Gama, Lagos Sul e Norte, Águas Claras, Park Way, Sobradinho, entre outras, não entraram na contagem por amostra insuficiente.

 

Os Pets também vieram como novidade. Os cães são os queridinhos dos lares em todas as 33 cidades, com média entre 65,9% e 23,7%, sendo a maior no Lago Sul e a menor no Plano Piloto. Os gatos ficam com a medalha de prata no pódio dos animais de estimação, a maior presença dos felinos está no SCIA-Estrutural (18,5) e a menor em Samambaia (8,0%).

A PDAD

 

A PDAD é a principal fonte de informação do Governo Distrital para subsidiar políticas públicas e oferecer melhor qualidade de vida aos brasilienses e, também, a pesquisa que auxilia a imprensa local com dados evidentes. Em 2021, o estudo visitou, entre maio e dezembro, mais de 30 mil residências da capital a fim de traçar o raio x distrital.

 

O presidente do novo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF Codeplan, Jean Lima, explicou a pesquisa: “O PDAD dura dois anos, desde a fase de planejamento, depois a fase de coleta e essa etapa de divulgação. Um documento fundamental para o desenvolvimento do DF”.

 

 

Matéria: Eliane Araújo e Kaszenlem Rocha / IPEDF Codeplan

Foto: Toninho Tavares / Agência Brasília

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