Governo do Distrito Federal
18/05/22 às 18h35 - Atualizado em 19/05/22 às 8h27

Lago Sul foi palco da primeira apresentação da PDAD nas RAs

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A Codeplan revelou informações relevantes sobre a população da cidade juntamente com o Lago Norte, Park Way e Varjão.

 

O Varjão tem a população mais jovem que o Lago Sul, cuja a parcela com faixa etária acima dos 70 anos é bem expressiva. Em contrapartida, a renda bruta média nesta segunda região chega a R$ 12,3 mil, enquanto o mesmo índice da população economicamente ativa do Varjão não se aproxima do R$ 2 mil.

 

Essas e outras caraterísticas das duas regiões administrativas foram reveladas na primeira apresentação da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) 2021 da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), que acaba de desembarcar nas cidades do Distrito Federal.

 

O ciclo de apresentações do raio X das 33 regiões do Distrito Federal começou nesta quarta-feira (18/5) no Lago Sul. A cidade está inserida na Unidade de Planejamento Territorial (UPT) Central Adjacente 1, composta ainda do Lago Norte, Park Way e Varjão e que também tiveram os mesmos aspectos abordados no levantamento.

 

Serão sete encontros. Um por semana. Cada UPT corresponde a um grupo de cidades. A pesquisa da Codeplan revelará as características dos moradores, levando em conta a idade, etnia, se possui ou não alguma deficiência, estado civil, aspectos das habitantes (dados separados das mulheres). A novidade é que a pesquisa contemplará também as espécies de animais mais preferidas dos moradores dessa região.

 

A coleta das informações da UPT Central Adjacente 1 foi feita durante dois anos em quase três mil domicílios do Lago Sul e Norte, Varjão e Park Way e somente com a população urbana. Juntas as quatro possuem mais de 100 mil morando nas cidades.

 

Cada cidade com sua peculiaridade imposta ora pela necessidade, ora por renda per capta. Por exemplo, a principal forma de deslocamento entre a população do Park Way e Lago Norte para o trabalho é o carro. Não é para menos, as duras regiões ficam mais afastadas do centro da capital federal, que é o Plano Piloto, onde estão as principais sedes do Governo Federal e local.

 

Só que com uma leve diferença de percentual entre as duas regiões. Quase todos os moradores do Park Way ouvidos pela pesquisa utilizam o meio de transporte: são 93,1% dos entrevistados. Quatro por cento a mais que o Lago Norte.

 

A pirâmide se inverte quando o quesito transporte inclui o Varjão. Somente 28,2% utilizam carro para o trabalho. O restante vai de ônibus ou até de bicicleta para o trabalho. Tarefa nada fácil em meio a essa friaca.

 

A disparidade aumenta quando o dado apresentado se refere a ensino superior. Enquanto quase 100% dos respondentes cujos domicílios são do Lago Sul possuem nível superior, no varjão, se separados por sexo, cada gênero totaliza 13% somente de entrevistados com a graduação superior.

 

As quatro regiões só se equiparam quando a percepção de cada respondente informada diz respeito a infraestrutura e urbanismo. A diferença entre Lago Sul e Norte, Varjão e Park Way sobre pavimentação, ciclovia, calçada e ruas arborizadas é praticamente a mesma.

 

Mas as disparidades entre a região mais pobre, que é o Varjão, com as demais são acusadas novamente, quando o questionamento é da porta para dentro dos domicílios.

 

A contratação de serviços domésticos e tv por assinatura entre Lago Sul e Norte e Park Way gira em torno de 60%. Ou seja, em mais da metade das casas destas três localidades há esse tipo de serviço. Já no Varjão, a amostra ficou vaga devido à escassez de exemplos de residências que possuem empregados para executarem os trabalhos domésticos.

 

Mas a pesquisa revelou um dado preocupante entre essas quatro regiões. Sobre a insegurança alimentar. A falta de condições econômicas da família acarretou redução quantitativa de alimentos para todos os membros do domicílio, inclusive crianças para, em 8% dos lares do Varjão, enquanto nos lagos Sul e Norte e no Park Way o índice foi zero.

 

Apesar de baixo, o índice preocupou o secretário das Cidades, Valmir Lemos. Para ele, a pesquisa da Codeplan vai servir de parâmetro para este e o próximo governo investirem suas políticas públicas a fim de minimizar essas distorções. “Independentemente de servir para este governo, vai servir para outros que porventura vierem. Ela dá a possibilidade de começar o próximo governo em estado avançado na direção onde as políticas públicas devem ser aplicadas. Facilita muito”, destacou.

 

Os dados também impressionaram o anfitrião da apresentação da PDAD, o administrador do Lago Sul, Rubens Santoro. “É importante a gente ter noção da nossa realizada, para onde devemos preparar nosso futuro”, destacou.

 

Matéria: Assessoria de Comunicação Social da Codeplan

Fotos: Administração do Lago Sul

 

 

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