Governo do Distrito Federal
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10/05/19 às 17h53 - Atualizado em 10/05/19 às 18h28

A Natalidade no DF entre 2000 e 2016

A Codeplan publicou nesta sexta-feira, 10, o sumário executivo do estudo A Natalidade no Distrito Federal entre 2000 e 2016: evolução e características. O texto sistematiza evidências passíveis de contribuir para políticas públicas voltadas para a melhoria da atenção à saúde materna e do recém-nascido no DF. O estudo completo, que será publicado pela série Texto para discussão está sendo finalizado e deverá sair até o final de maio.

 

“Como parte de um movimento iniciado décadas atrás, o Brasil passa por uma transição demográfica que aponta para um novo cenário, em que a base da pirâmide populacional se encontra reduzida e a população brasileira está envelhecendo de forma progressiva”, destaca o trabalho que aponta a taxa de natalidade como um dos principais fatores explicativos para a alteração da composição demográfica do país.

 

Um dos principais resultados encontrados foi a queda no número anual de nascimentos entre residentes no Distrito Federal entre 2000 e 2016, que passou de 48 mil para 44,5 mil nascimentos anuais. Outros períodos estudados também registraram quedas neste índice como de: 1) 1999 a 2005, com redução de 49 mil nascimentos por ano para 45,7 mil nascimentos; 2) 2005 a 2012, com redução a 43,5 mil nascimentos ao ano, e 3) 2015 a 2017, que teve queda acentuada em comparação ao período de 2012 a 2015, quando houve um aumento de nascimentos (46,1 mil/ano), voltando a aproximadamente 43 mil nascimentos/ano.

 

Segundo o estudo, a queda acentuada ocorrida no período de 2015 a 2017 pode estar associada ao surto do vírus da Zika e com o aumento da prevalência de microcefalia em recém-nascidos. Além disso, as autoras analisam que “a mudança na estrutura etária das mulheres no momento do parto, com a postergação para idades mais avançadas do período reprodutivo, pode explicar a queda e posterior aumento do número de nascidos vivos anuais de mães residentes no Distrito Federal ao longo do tempo”. Entre os dados analisados, verificou-se que, no período compreendido entre os anos 2000 a 2016, houve redução do número médio de nascimentos entre mães de 15 a 29 anos e aumento entre as mães entre 35 a 49 anos.

 

Outro aspecto apontado pelo estudo foi relacionado à oscilação da taxa de fecundidade entre grupos etários. Se por um lado nas faixas mais jovens houve redução da fecundidade, por outro, os três grupos de idades mais avançadas do período reprodutivo apresentaram aumento em suas taxas de fecundidade entre 2000 e 2016: 28% entre 35 e 39 anos (de 36,9 a 46,5 filhos por cada 1.000 mulheres); 43,4% entre 40 e 44 anos (de 9,4 a 13,5 filhos por 1.000 mulheres); e 43,2% entre 45 e 49 anos (de 8 a 12 filhos por 1.000 mulheres).

 

Confira aqui o A Natalidade no DF entre 2000 e 2016

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