Governo do Distrito Federal
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12/07/13 às 3h00 - Atualizado em 29/10/18 às 12h08

Aumentam a renda e o acesso à TV por assinatura no Varjão

Aconteceu na última quarta-feira, 10 de julho, a divulgação da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), realizada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). A pesquisa revela que houve significativo aumento no número de domicílios com acesso a TV por assinatura, passando de 2,83%, em 2011, para 11,95% em 2013.

O trabalho mostra ainda aumento real na renda domiciliar de 4,19% e na renda per capita, de 3,51%, em relação aos resultados de 2011. A cidade, que tem uma população estimada para este ano de 9.254 habitantes e 2.481 domicílios urbanos, é essencialmente voltada para o comércio, os serviços domésticos, os serviços gerais e a construção civil.

“É uma região com pequena autonomia, diferentemente de várias outras que alcançaram um grau maior de autossuficiência. Isso pode ser mensurado no baixo número de pessoas que encontram emprego na própria região, 20%, o menor percentual das regiões administrativas que já foram pesquisadas”, afirmou o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya.

O gerente da Base de Dados da Codeplan, Jusçânio Umbelino, que responde pela Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (Dieps) da Codeplan, alerta sobre a região se diferenciar da maioria das outras cidades no DF no que se refere à regulamentação do trabalho.

“No DF, tem crescido o índice de formalização. No Varjão, diminuiu o número de pessoas com carteira assinada. Essa é uma característica que chama a atenção e que pode, certamente, estar relacionada à questão da escolaridade e à limitação da RA para dinamizar o setor produtivo”.

Apesar de a maioria da população possuir o ensino fundamental incompleto (51,01%), seguido pelo ensino médio completo (12,40%), a pesquisa aponta que houve pequeno decréscimo do percentual de pessoas analfabetas, passando de 2,88%, em 2011, para 2,85% em 2013. Com relação ao número de pessoas com nível superior completo, os dados mostram queda de 0,31% em relação a 2011, com o número atual de 1,48%.

“O número de pessoas com nível fundamental incompleto é muito alto. A região tem que aumentar a escolarização, mas é preciso também que haja um bom desempenho escolar. Por Brasília ter um nível de exigência de qualificação muito grande, as pessoas, mesmo escolarizadas, que não tenham bom desempenho escolar, acabam acessando a empregos de menor remuneração”, afirmou o diretor de Estudos e Políticas Sociais da Codeplan, Osvaldo Russo.

Texto: Eliane Menezes e Marla Marçal

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