Governo do Distrito Federal
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18/12/12 às 17h59 - Atualizado em 29/10/18 às 12h01

Codeplan e Sedest divulgam pesquisa de Restaurantes Comunitários

Em uma parceria da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), foi divulgada hoje, 18.12, na Codeplan, a Pesquisa de Identificação e Percepção dos Usuários dos Restaurantes Comunitários do Distrito Federal.

“Trata-se de um estudo voltado para a demanda da população, e a Codeplan vem cumprindo o seu papel com a elaboração, participação nas pesquisas, divulgando dados para a sociedade. Desta forma, é possível elaborar, com mais precisão, com qualidade, as políticas públicas”, afirmou Júlio Miragaya, Presidente da Codeplan.

Na pesquisa, que identificou as características do usuário dos restaurantes, seu perfil de consumo, além de avaliar os serviços prestados, segundo os próprios beneficiários, foram aplicados 4.900 questionários, entre 20 de agosto a 29 de setembro deste ano, nos 13 Restaurantes Comunitários do Distrito Federal, localizados nas Regiões Administrativas de Brazlândia, Ceilândia, Itapoã, Gama, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Estrutural e Sobradinho II.

Perfil sociodemográfico dos usuários

Além das características sociodemográficas, foram consideradas nas perguntados os motivos para frequentar o restaurante, para comprar marmitas, e, ainda, a avaliação quanto a aspectos do restaurante e dos alimentos servidos, quanto estariam dispostos a pagar pela refeição.

As avaliações positivas foram predominantes, tendo o item refeição saudável, como o melhor avaliado, com 58,6%. O item sabor foi de 47,8%. A renda per capita é alta, mesmo não sendo pobre, pois o acesso faz com que todos frequentem os restaurantes, relatou Tatiana Moreira, uma das coordenadoras da pesquisa.

A pesquisa apontou que a média de frequência dos usuários dos restaurantes comunitários é de duas ou três refeições diárias, além do almoço, e a maioria é do sexo masculino, 67,5%, sendo que o maior percentual de homens foi observado em Samambaia, 80,8% e o menor, no Paranoá e em Ceilândia, com 62%. Os entrevistados tinham, em média, 43 anos de idade, variando de 18 a 92 anos de idade. Outro dado que chama a atenção é que apenas 0,1% vive em situação de rua, e outros 0,1% em abrigo, albergue ou semelhante, e que apenas 8,4% dos usuários são pobres e 1,6% é extremamente pobre, o que comprova que a classe C está procurando os restaurantes”, disse o Diretor de Estudos e Políticas Sociais, Osvaldo Russo.

“Vamos fazer avaliação de impacto em 2013. Teremos espaços de conveniências. Existe todo um desdobramento para outros setores. Enquanto o usuário está na fila, ele vai tendo acesso a dicas de cultura, pois é preciso investir em educação e em cultura nesses espaços dos restaurantes”, acrescentou o Secretário do Sedest, Daniel Seidel.

A pesquisa tem o objetivo também de assegurar uma alimentação saudável. É necessário se analisar os pontos fortes e fracos de cada restaurante, se estudar a segurança alimentar como forma de prevenir contra as doenças secundárias, disse Maria de Fátima Carvalho, Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional.

Segunda Abolição no Brasil

“Esta pesquisa é um instrumento de avaliação dos Restaurantes Comunitários, que vai contribuir para a garantia do direito humano à alimentação adequada. São os primeiros resultados de uma pesquisa realizada. Com isso, está-se pensando em pesquisa para conhecer os efeitos na saúde desses frequentadores. Vamos superar a miséria em 2014. Esta é a segunda abolição no Brasil”, concluiu o Diretor de Estudos e Políticas Sociais, Osvaldo Russo.

Eliane Menezes

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