Governo do Distrito Federal
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25/02/15 às 20h00 - Atualizado em 29/10/18 às 11h58

Desemprego no DF tem leve aumento em janeiro

A Secretaria de Trabalho e Empreendedorismo do Distrito Federal, a Codeplan e o Dieese divulgaram nesta manhã os números sobre o mercado de trabalho do Distrito Federal. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, a taxa de desemprego total no DF apresentou pequena elevação, em comportamento típico para o período, ao passar de 11,7%, em dezembro de 2014, para 12,0%, em janeiro de 2015, estimando em 181 mil pessoas o número de desempregados no Distrito Federal, 4 mil a mais do que o verificado no mês anterior, decorrente da diminuição dos postos de trabalho (-11 mil), número superior à redução da População Economicamente Ativa (-7 mil).

Aldo Paviani, presidente interino da Codeplan, ao comentar os resultados da pesquisa, destacou as diferenças nos índices por grupos de Regiões Administrativas, dizendo que a pesquisa consegue demonstrar a alta concentração do emprego na área do Plano Piloto, hoje responsável por cerca de 46% do emprego no Distrito Federal. Enquanto no grupo da RA Plano Piloto, que ainda engloba os Lagos Sul e Norte, a taxa de desemprego foi de 5,8%, o grupo de regiões de renda intermediária registrou uma taxa de 9,5% e no grupo das localidades de baixa renda o índice ficou em 14,9%.

“Há uma necessidade de se abrir novas oportunidades para os moradores dos grupos 2 e 3 e até para os moradores da periferia metropolitana. Sabemos que cerca de 211 mil pessoas se deslocam para o DF para trabalhar, o que representa cerca de 45% dos trabalhadores da PMB”, destacou Paviani.

A análise das taxas de desemprego por grupos de Regiões Administrativas e ordenadas segundo nível de renda, indica que o Grupo 3, que reúne as regiões de renda mais baixa (Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Paranoá, São Sebastião, Santa Maria e Recanto das Emas) registrou relativa estabilidade na taxa de desemprego, de 14,7% para 14,9%, entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015.

Os grupos de regiões de renda mais elevada e de renda intermediária, Grupo 1 (Brasília, Lago Sul e Lago Norte) e Grupo 2 (Gama, Taguatinga, Sobradinho, Planaltina, Núcleo Bandeirante, Guará, Cruzeiro, Candangolândia e Riacho Fundo) registraram aumento de 5,4% para 5,8% e de 8,9% para 9,5%, respectivamente.

Adalgiza Amaral, coordenadora da pesquisa pelo Dieese, ressaltou que o aumento na taxa de desemprego já era esperado devido à eliminação dos empregos temporários característicos de fim de ano mas destacou a queda contínua de postos de trabalho no emprego doméstico que nos últimos 10 anos perdeu cerca de 19 mil empregos. “As pessoas estão se preparando melhor para se inserir em outro ramo” destacou ela, como uma das razões para esse declínio.

Já o secretário de Trabalho e Empreendedorismo, Goerges Michel, destacou que a meta principal da sua pasta é evitar a deterioração do mercado de trabalho e o crescimento do desemprego, e para isso, as ações da secretaria estarão voltadas para a oferta de cursos do Pronatec, créditos para microempreendedores e pequenos e médios empresários.

Confira a íntegra da pesquisa aqui.

Texto e foto: Nilva Rios

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