Governo do Distrito Federal
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29/07/15 às 20h04 - Atualizado em 29/10/18 às 11h57

DF tem relativa estabilidade na taxa do desemprego

Contingente de desempregados no DF é de 223 mil pessoas em junho, dois mil a menos em comparação com o mês anterior

Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada hoje, 29, pela Codeplan, em parceira com a Secretaria do Trabalho, DIEESE e Fundação SEADE, os dados mostram relativa estabilidade na taxa de desemprego no mês de junho.

“A área de serviços continua oferecendo empregos enquanto a de indústria está encolhendo, por isso é importante estar atendo a essas questões. O lado positivo é a construção civil que volta a crescer empregando mais”, destacou o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, ao abrir a divulgação para a imprensa.

Apesar de registro de queda na taxa de desempregos, em alguns setores, os inativos começaram a pressionar o mercado, entre eles, os aposentados que retornaram às atividades. “Quando se olha a conjuntura a curto prazo, observa-se relativa estabilidade. O desalento não teve significativa queda, exemplificou o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, Bruno de Oliveira Cruz, ao apresentar a pesquisa.

Bruno disse que, em junho, o contingente de desempregados foi estimado em 223 mil pessoas, o equivalente a dois mil a menos comparado com o mês anterior. Esse resultado é decorrente do crescimento do nível de ocupação. Foram gerados 14 mil postos de trabalho. “Esses postos representam a criação de 1,1% no mercado de trabalho. Já na taxa de participação, que aponta a proporção de pessoas com 10 anos e mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas, elevou-se de 62,6%, em maio, para 63,0% em junho”.

Ainda de acordo com a PED, entre maio e junho de 2015, o Grupo 1, ou seja, Brasília, Lago Sul e Lago Norte – regiões com renda mais alta – foi o único grupo a registrar aumento de 6,4% para 7,4% na taxa de desemprego. Bruno Cruz afirmou que, neste grupo, vem aumentando fortemente a desigualdade. Com relação às RAs do Grupo 2, de renda intermediária – Gama, Taguatinga, Sobradinho, Planaltina, Núcleo Bandeirante, Guará, Cruzeiro, Candangolândia e Riacho Fundo, houve relativa estabilidade, de 12,2% para 12,0%. As do Grupo 3, regiões que têm renda mais baixa – Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Paranoá, São Sebastião, Santa Maria e Recanto das Emas – caiu de 17,3% para 16,9%. Mesmo com a pressão nos últimos meses, cresceu o desemprego nas regiões mais pobres. “Mas houve aumento na participação dos empregados domésticos, reflexo do mercado de trabalho”, destacou Bruno.

“A pesquisa dá parâmetro para dizer onde devemos atacar”, disse o secretário do Trabalho, George Michel Sobrinho, ao enfatizar a importância da pesquisa feita em parceria com a Codeplan. Acrescentou que a secretaria está trabalhando para preencher a falta de cursos e qualificação em alguns segmentos da sociedade.

Para amenizar a crise instalada no Distrito Federal, o secretário informou também sobre os vários convênios disponíveis na secretaria. O Prospera, sistema de microcrédito criado para o incentivo ao microempreendedor, conseguiu, somente em junho, emprestar um milhão e cem mil reais à população, com juros de apenas cinco por cento ao ano. O empreendedor pode conseguir empréstimo de até 60 mil reais, muito abaixo dos praticados por outros sistemas, como possibilidade de reduzir o desemprego no DF”, disse o secretário.

Segundo posição na ocupação, elevou-se o total de assalariados em 1,2%, resultado do desempenho positivo do setor privado, que foi de 1,9%. Também, neste setor, cresceu o assalariamento com carteira de trabalho assinada, o equivalente a nove mil.

No setor público, a pesquisa aponta relativa estabilidade, -0,3%. De acordo com a coordenadora de Análise do DIEESE, Adalgiza Lara Amaral, a pesquisa revelou aumento da informalidade. Foram quatro mil pessoas sem carteira de trabalho. Ampliou-se o número de autônomos, seis mil e queda no contingente dos classificados nas demais posições. “Nos três últimos meses, houve registro de redução três mil postos de trabalho”.

“Em junho, os dados mostraram-se positivos, mas é preciso que as autoridades tenham um olhar para os indicadores”, pontuou Clóvis Scherer, economista do DIEESE, ao fazer análise da situação atual.

Por fim, o presidente da Codeplan agradeceu a presença de todos, enfatizando a importância das parcerias que a Companhia vem fazendo nas divulgações e nos debates. Eles têm-se tornado cada vez mais ricos, apresentando perspectivas históricas e comparativas. No que tange à PED, mostra a situação do mercado de trabalho para os gestores de políticas públicas apontarem caminhos para redução dos níveis de desigualdades no Distrito Federal.

Confira a pesquisa aqui.

Reportagem: Eliane Menezes
Fotos: Toninho Leite

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