Governo do Distrito Federal
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30/07/15 às 21h36 - Atualizado em 29/10/18 às 11h56

Economia criativa é tema de debate na Codeplan

Estudo divulgado hoje,30, pela Codeplan, aponta o DF como mercado promissor para a economia criativa. O setor absorve 1,5% dos empregados formais de Brasília

“Quando se pensa em economia inovadora se pensa em economia criativa. É preciso explorar, investigar, territorializar a distribuição econômica”, destacou o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, ao dar início hoje (30), na Codeplan, à divulgação do Estudo Economia Criativa no Distrito Federal.

Panorama Economia Criativa DF 2

Ele disse também que se trata de uma agenda rica, de iniciativa da Codeplan que, ao abordar o tema – o primeiro de vários -, a Companhia mostra o processo de geração de empregos na economia criativa e, ao mesmo tempo, contribui para produzir mais informações importantes para todos. O estudo revela que a economia criativa absorve 1,5% da fatia do mercado local, o que garante emprego para várias pessoas e representa impacto relevante na economia.

“Que bom poder falar sobre o mercado criativo e de pessoas criativas. Como se pode desenhar para a criatividade ser compensada?” Com esta indagação, o diretor de Políticas Sociais, Flávio Gonçalves, primeiro palestrante do estudo, ressaltou o grande desafio que a Codeplan tem no apoio ao Distrito Federal. “O estudo buscou mapear e comparar o mercado. Apesar de as políticas públicas perseguirem a dinamização da economia local, aumenta-se a necessidade de geração de emprego e renda devido ao crescimento populacional não só no DF mas nos municípios vizinhos”, destacou.

“A economia criativa, que envolve a cultura, inovação e identidade de uma sociedade, cresce e assume importância no mercado de trabalho. Os maiores setores estão nas atividades de comunicação – jornalismo, televisão, publicidade e remuneram acima da média distrital e mostram o potencial da cidade no cenário nacional e internacional. Ela movimenta recursos e emprega mão de obra, absorvendo pessoas com nível de renda alto, com boa formação educacional. É preciso estar atento a esse segmento”, frisou Gonçalves.

Para a coordenadora do estudo, Maria Celeste Dominici, que apresentou a segunda parte do estudo, as políticas econômicas, no Distrito Federal, se restringem, na maioria das vezes, à destinação de áreas para a indústria. Quase todas foram objeto de especulação imobiliária, ocupadas com habitações, com boa parte delas, precárias.

Dominici disse que a música, dança, teatro, ópera, além de atividades relacionadas às novas mídias como cinema, televisão, produção de conteúdo jornalismo, arquitetura, as startups, games – que atraem os jovens talentos – se inserem na produção artística e fazem parte do setor criativo. São 10.607 empregados na economia formal, o que representa 40% da força de trabalho, segundo dados de 2013, do Ministério do Trabalho. “A predominância do setor de serviços é vista como problema, mas, nesse mercado, os indicadores mostram que são mais de 22 mil pessoas na economia criativa no Distrito Federal”, reforçou.

“A economia criativa é a economia do século XXI, que se apresenta como oportunidade de mudar, rever os hábitos de se relacionar com a economia. Temos potencial no meio das artes, meio ambiente”, afirmou a coordenadora da Unidade de Economia Criativa do Desenvolvimento Econômico, Tereza Cristina Oliveira. Disse ainda que Brasília tem gestões relacionadas aos jovens talentos. Os talentos que surgem no DF não se fixam aqui. “A gente se orgulha quando alguém faz sucesso e vai para outro lugar, mas não há como reter esses talentos ainda. É um mercado que está-se consolidando. Estou otimista para acompanhar todo esse processo, e a palavra de ordem é parceria”, enfatizou.

“Somente 0,49% do orçamento vai para a cultura, o que não corresponde à realidade. Os números estão subestimados, tendo em vista que muitos trabalham na informalidade ou fora da área profissional”, afirmou o secretário de Cultura, Guilherme Reis.

O secretário disse que a secretaria está fazendo esforço no sentido de levantar indicadores no mercado cultural. São mais de sete mil cadastrados, e uma pessoa pode representar várias, exemplificou. “Tem- se que lutar muito para oferecer mais para a comunidade, percorrer enorme caminho para transformar os dados. Não tenho dúvida que a economia do DF passa pela cultura e pela arte”, completou.

Participaram da Mesa, além do presidente da Codeplan, Lucio Rennó, o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Flávio de Oliveira Gonçalves, a técnica da Gerência de Estudos e Análises de Promoção Social, Maria Celeste Dominici, o secretário de Cultura, Guilherme Reis e a coordenadora da Unidade de Economia Criativa, do Desenvolvimento Econômico, Tereza Cristina Oliveira.

O evento contou com representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, do Instituto Alvorada Brasil, da Secretaria do Trabalho, técnicos da Codeplan, além da imprensa.

Veja o estudo aqui.

Assista a palestra pelo Link.

Reportagem: Eliane Menezes
Foto: Toninho Leite
Foto destaque: Agência Brasil 

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