Governo do Distrito Federal
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3/07/14 às 21h35 - Atualizado em 29/10/18 às 11h56

Economia do DF cresce acima da média nacional

O Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon/DF) relativo ao 1º trimestre de 2014, mostrou que a economia do DF teve um crescimento de 3,2%, acima da média nacional, que foi de 1,9%.

Como explica a coordenadora do Núcleo de Contas Regionais da Codeplan, Sandra Regina, a pesquisa reúne indicadores econômicos e utiliza três setores como base para os índices: a Indústria, a Agropecuária e as Atividades de Serviço. Esta última, de maior ponderação no Distrito Federal, representando 93,3% de toda a atividade produtiva. O estudo analisa o desempenho da economia trimestralmente e compara os índices sempre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O Idecon-DF divulgado pela Codeplan nesta quinta-feira (3) apresentou uma forte recuperação em relação ao ano de 2013, quando o desempenho do DF esteve abaixo da média brasileira. No primeiro trimestre de 2014, todas as atividades econômicas do Distrito Federal apresentaram crescimento superior aos índices nacionais, como mostra a tabela a seguir:

 Quadro IDECONDF 1T2014

A aceleração de 3,2% do Setor de Serviços foi a principal responsável pelo bom índice geral. Todas as atividades do setor assinalaram variações positivas: Serviços de Informação (4,9%); Comércio (3,5%); Intermediação Financeira (3,2%). O setor público também apresentou bom desempenho. As atividades Administração, Saúde e Educação Públicas têm preponderante influência. Nessas áreas o crescimento foi de 2,7%. O Setor de Serviços também foi o que mais contratou. As admissões superaram os desligamentos em 6.920 postos, saldo 2,5% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2013.

O Setor Industrial e a Agropecuária registram avanços de 2% e 14,6%, respectivamente. Os números são muito significativos, todavia o peso real que esses setores representam na economia do DF é baixo. Segundo o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, existe a necessidade de variar a atividade produtiva no Distrito Federal, que hoje é muito concentrada no Setor de Serviços, sobretudo na esfera pública. O economista Jusçanio Souza concordou e falou sobre as disparidades entre a economia do DF e a economia brasileira, lembrando que a Indústria e a Agropecuária são os setores de maior ponderação nas atividades econômicas nacionais. Para ele, é necessário investimento nesses setores menos influentes no Distrito Federal, para que haja maior equilíbrio na distribuição de riquezas entre a população.

Quando o debate foi aberto ao público e aos especialistas presentes, algumas soluções para dinamizar a economia do Distrito Federal foram discutidas. Com destaque para o turismo e a industrialização de Brasília, com o apoio de sua Região Metropolitana.

Veja o estudo aqui

Texto:  Júlio Poloni/ASCOM
Foto:    Mauro Moncaio

 

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