Governo do Distrito Federal
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9/04/21 às 19h10 - Atualizado em 9/04/21 às 19h10

Em março, o Distrito Federal registrou a segunda maior inflação dentre as regiões pesquisada

Com alta de 1,44%, a Capital teve alta influenciada pelo aumento constante do preço da Gasolina

 

No mês de março de 2021, a inflação na Capital Federal, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 1,44%, sendo a segunda maior variação dentre as 16 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), ficando atrás, apenas, de Goiânia (+1,46%) e acima do percentual nacional referente ao mês (0,93%).

 

Com acréscimo de 12,03% em março, a alta dos preços da Gasolina foi a quarta consecutiva e  contribuiu com 0,92 ponto percentual (p.p.) para o índice. Isso também se refletiu na a forte influência do grupo de Transportes (+4,94% e contribuição de 1,11 p.p.) no mês. A constante desvalorização da moeda brasileira frente o Dólar e o avanço da cotação do barril do petróleo no mercado internacional, principais pontos considerados pela Petrobras na decisão do ajuste de preços na refinaria, fez com que, entre janeiro e março de 2021, o Distrito Federal registrasse adição de 28,96% na Gasolina e, 37,33% nos últimos 12 meses.

 

Se tratando dos grupos com variação positiva do mês, as categorias de Alimentação e Bebidas (+1,16%, contribuição de +0,19 p.p.), Habitação (+1,16%, contribuição de +0,15 p.p.) e Despesas Pessoais (+0,37%, contribuição de +0,05 p.p.) reforçam a pressão inflacionária puxada pelo Transporte. Já as variações negativas dos preços (que colaboram para que a inflação do mês seja menor), ficaram a cargo dos grupos de Comunicação (-0,29% e -0,02p.p.); Vestuário (-0,23% e -0,01 p.p.); Saúde e cuidados pessoais (-0,09% e -0,01p.p.); Educação (-0,07% e -0,01p.p.); e Artigos de residência (-0,43% e -0,01p.p.).

 

O índice, publicado mensalmente, acompanha a variação dos preços de bens e serviços comprados pelo consumidor final e é indicador oficial da inflação no país. Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, no DF, apenas quatro registraram inflação, contudo as magnitudes de suas variações foram mais significativas que as dos outros cinco grupos que obtiveram deflação. Desse modo, o resultado foi de aumento de preços e uma inflação mais centralizada em termos de produtos que a observada no mês de fevereiro.

 

Para a Pesquisadora Jéssica Milker da Diretoria  de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, a atenção do aumento do IPCA está na gasolina, porém produtos essenciais, como alimentação, serviços de saúde, gás de cozinha, entre outros, também estão tendo elevação na variação de preços, o que acaba reduzindo o orçamento das famílias para aquisição de outros bens e serviços. “O Distrito Federal vem registrando alta de preços desde junho de 2020. São dez altas consecutivas. Apenas em 2021, já acumula uma inflação de 2,70% pelo IPCA. A pressão está foca na Gasolina que, no ano, já aumentou 28,96% e, em 12 meses, 37,33%, refletindo os inúmeros reajustes feitos pela Petrobras nas refinarias. Porém, vemos que produtos essenciais como Alimentação e Bebidas, Serviços de saúde, Carnes, Gás de Botijão, entre tantos outros, também estão com elevada variação de preços e isso acaba reduzindo o montante do orçamento das famílias que pode ser utilizado para a aquisição de outros bens e serviços, principalmente daquelas de mais baixa renda. Por fim, a menor procura desestimula a atividade produtiva local e prejudica o crescimento econômico do DF.”

 

IPCA POR FAIXA DE RENDA

 

A Codeplan estima o aumento de preços para quatro diferentes grupos de renda do DF e mostra que os 25% mais ricos perceberam um incremento de preços de 1,66%, enquanto os 25% mais pobres esse valor de 1,03%. A centralização da pressão inflacionária na Gasolina explica, em parte, esse comportamento, uma vez que os indivíduos de renda mais baixa utilizam com mais frequência o transporte público para locomover-se e esse serviço manteve seus preços com estabilidade em março (+0,02%).

 

ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC)

 

O INPC, índice que mede a inflação das famílias de renda mais baixa (até 5 salários mínimos), registrou inflação de 1,38% no mês de março e, pela primeira vez desde abril de 2020, ficou abaixo do percentual do IPCA (+1,44%) no DF. No entanto, entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, o INPC da Capital figura como a mais alta variação observada em março de 2021 e no acumulado do ano (+2,70%). (Vale lembrar que diferentemente do INPC, o IPCA avalia as famílias com até 40 salários mínimos.)

 

ÍNDICE CEASA DO DISTRITO FEDERAL (ICDF)

 

O ICDF de março apresentou aumento na variação total de preços de 0,84%, sendo equilibrado pelos dois setores que mais pesam, frutas (2,17%) e legumes (-2,91%). No setor das verduras, houve uma redução de -1,97%, e o de ovos e grãos, aumento de 7,12%.

 

Em comparação ao primeiro trimestre dos dois anos anteriores, o acumulado se mantém na previsão.

 

 

Acesse aqui a Transmissão da divulgação do IPCA no Youtube

Acesse aqui a Apresentação do IPCA

Acesse aqui o Boletim Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – março/2021

 

Reportagem:  Assessoria de Comunicação Social/Codeplan

Foto: Gabriel Jabur, Agência Brasília

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