Governo do Distrito Federal
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13/07/16 às 22h04 - Atualizado em 29/10/18 às 11h54

Inflação medida pelo IPCA, em Brasília, aponta elevação de 0,11%

Dados da inflação para Brasília foram apresentados, na tarde de hoje (13), por técnicos da Codeplan e da Ceasa


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA/Brasília, em junho de 2016, registrou elevação de 0,11%, e acumulou alta de 2,76% no primeiro semestre de 2016, o que fez ocupar a terceira menor variação. Também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC/Brasília apresentou recuo, ao passar de 0,43%, em maio último, para 0,28% em junho, e figura como a quarta menor variação mensal. Além desses indicadores, foi analisado o Índice Ceasa do Distrito Federal – ICDF que mostrou variação negativa na média geral dos preços: menos 7,67% no mês de junho comparado com o mês anterior.

Ao apresentar os analistas dos indicadores da inflação para Brasília, o presidente substituto da Codeplan, Antonio Fúcio de Mendonça Neto, enfatizou a atividade que a Companhia desenvolve juntamente com a Ceasa. “Os trabalhos que serão mostrados apontam o comportamento dos índices dos preços, e isso interfere no dia a dia das pessoas. Dissecar os dados mostra que a atividade desenvolvida por técnicos das duas Casas assume grande importância.” Ele disse ainda que todos segmentos da sociedade tendem a se beneficiar com o entendimento sobre a análise dos preços e, principalmente, os gestores públicos na elaboração e condução das políticas públicas.

IPCA 2016-07 01

Segundo o gerente de Contas e Estudos Setoriais, Jusçanio Umbelino de Souza, a posição ocupada no ranking por Brasília é fruto da pesquisa feita entre as 13 localidades pesquisadas pelo IBGE para medir a inflação tanto para o IPCA como para o INPC.

Souza disse que sempre há expectativa quando se tem divulgação dos índices da inflação. Afirmou que Brasília fechou o semestre com arrefecimento na redução dos preços, “e isso é um alento, mas, ainda assim, nos deparamos com a alta dos preços apesar da redução dos níveis inflacionários medidos pelo IPCA/Brasília, se considerados os esforços do Governo Federal para se atingir ao menos o teto da meta, de 6,5%. Que a inflação seja menos perversa daqui para frente. Os brasileiros andam assustados”, observou.

Para Jusçanio, tanto a inflação acumulada pelo IPCA local quanto a inflação acumulada pelo INPC/Brasília, no ano, ficaram abaixo da média nacional. O IPCA somou 2,76% e em 12 meses, 7,55%. O INPC/Brasília acumulado no ano variou 2,99% e em 12 meses, 8,59%. Veja a variação mensal na Tabela 2.

IPCA Tabela 2A questão climática, a cambial e o aumento do desemprego são variáveis que afetam a inflação, e a queda da inflação no primeiro semestre deste ano está correlacionada, principalmente, à expressiva queda ocorrida nos preços administrados, cujo realinhamento de preços praticados em 2015 puxou severamente a alta da inflação. O grupo Comunicação foi único item que pressionou pouco a inflação.

As maiores altas foram observadas em Curitiba, 0,81%; Belo Horizonte, 0,73% e São Paulo, 0,65%. De acordo com os dados, os índices: mensal, acumulado no ano e acumulado em doze meses em Brasília ficaram abaixo da média Brasil, de 0,47%, 5,09% e 9,49%, respectivamente.

Em nível de grupos, o INPC/Brasília registrou maior alta mensal em Habitação, de 1,04%, seguida de Vestuário, 0,60%, Despesas Pessoais, 0,48%, Saúde e Cuidados Pessoais, 0,23% e Alimentação e Bebidas, 0,14%. Houve deflação no grupo Transportes -0,60% e no grupo Artigos da Residência, de -0,07%.

ICDF
De acordo com o economista Fernando Nogueira Cabral dos Santos, da Ceasa, o índice para os hortifrutigranjeiros apresentou variação negativa na média geral dos preços no mês de junho de -7,67%, comparado com o mês anterior. 

ICDF 2016-07 01

A goiaba que teve alta ficou em 18,17%. Quando o assunto é queda nos preços, o mamão-formosa foi o destaque: – 43,12%. Ele teve os valores reduzidos em função do aumento da produção. Também houve registro de alta na abobrinha-menina de 16,86% por causa da queda na produção com a chegada do frio e migração de produtores para outras culturas, e a cebola ficou em -39,42%, motivada pela colheita na região do DF e Entorno. O quiabo -35,58% que registrou grande volume. 

Os Ovos e Grãos foi o único setor que apresentou aumento de 4,59% e está relacionado com a elevação dos custos de produção, em especial o encarecimento dos grãos, base da alimentação das aves. Os ovos vermelhos (7,35%) e branco (5,78%) respectivamente. A alface americana teve alta de (14,77%) e lisa/crespa (13,87%).

Segundo Cabral, há relatos de que doenças em algumas áreas produtoras reduziram a oferta gerando aumento nos valores. “A produção de folhosas nesse clima mais ameno, com boa incidência de luz e sem fortes chuvas aumenta a produtividade e reduz os preços, como no caso da couve-manteiga (-20,07%)”, explicou.

Tendência
A tendência para os preços das folhagens é que fiquem mais baixos. Fazendo o caminho inverso, os ovos tendem a ficar mais elevados à medida que os custos dos insumos, especialmente a ração, não apresentam sinais de redução. “Outros fatores que favorecem a queda são o clima menos úmido e a queda de temperatura na região que influencia na produção e nos valores para comercialização”, acrescentou Fernando.

Também, no Setor de Frutas, a goiaba deve manter preços mais altos com a permanência do produto na entressafra, e no Setor de Legumes, ficam estáveis ou leve redução nos preços. A batata lisa e a cebola ficam com os preços estáveis ou leve redução devido à colheita desses produtos em locais próximos. O atraso na maturação do tomate é devido ao frio mais forte em algumas regiões produtoras e deve manter os preços mais altos.

Reportagem: Eliane Menezes
Foto: Toninho Leite

 
 
 

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