Governo do Distrito Federal
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29/10/18 às 12h48 - Atualizado em 29/10/18 às 12h48

Inflação no DF tem forte alta em junho

Aumento de preços da energia elétrica e greve dos caminhoneiros elevam índice de inflação em junho no DF

 

A análise da inflação no Distrito Federal, medida pelos Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de junho apresentou forte crescimento em junho: 1,20%. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (09), pela Codeplan e mostrou que no setor de Transporte houve um avanço de 4,20% no preço da gasolina, o maior desde novembro de 2017.

 

A pesquisa revelou também que o setor de Habitação sofreu com um reajuste extraordinário (8,8% em média) que impactou o preço da energia elétrica residencial (8,60%), o maior aumento registrado desde setembro de 2015.

 

No setor de Alimentação e bebidas, a subida de preços ocorreu como consequência da greve dos caminhoneiros que afetou sobretudo a alimentação no domicílio (3,13%), que apresentou a segunda maior elevação da série histórica, atrás apenas de novembro de 2015 (3,47%).

 

De acordo com a gerente de Contas e Estudos Setoriais, da Codeplan, Clarissa Jahns, no mês de junho foi registrada uma inflação bastante elevada devido a principalmente dois fatores: aumento de energia elétrica, por causa da seca que atingiu o Brasil inteiro e do reajuste bastante significativo da tarifa da CEB no Distrito Federal, junto com os reflexos da greve dos caminhoneiros que contribuiu para elevação dos preços da gasolina/etanol e da alimentação em domicílio.

 

“Possivelmente a alta de preços continue sendo sentida ainda nos próximos meses, já que a Petrobras continua com a política de reajustes dos combustíveis, somada à alta dos produtos alimentícios em função da safra deste ano ter sido menor do que do ano anterior e, também, por causa do preço da energia elétrica que continuará em bandeira vermelha patamar 2 (tarifa mais cara) no período de seca”, acrescentou.

 

O economista da Ceasa/DF, João Bosco Soares Filho explicou que pelas características do clima local, o segundo trimestre é um período que tende a apresentar uma queda de preços dos alimentos, devido a alguns produtos serem favorecidos pelo frio. “Isso serviu para diminuir os efeitos negativos da greve dos caminhoneiros, que junto com a demanda retraída e a significativa oferta de alguns produtos locais, segurou um efeito inflacionário ainda maior no mês de junho”, avaliou.

 

O chefe da Seção Estatística da Ceasa/DF, Fernando Santos disse acreditar que a greve dos caminhoneiros deverá refletir nos preços até o final do ano, em especial no setor de granjas que sofreu grandes perdas em seus plantéis e têm reposição demorada, entretanto “as batatas e as cebolas tendem a ficar com um preço mais em conta nos próximos meses, porque temos safra local e nas proximidades, destacou.

 

Durante o evento, o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, da Codeplan, Bruno Cruz esclareceu que, embora no período eleitoral sofra algumas restrições de comentários e entrevistas, as divulgações e as análises técnicas do IPCA e INPC continuarão sendo produzidas mensalmente e veiculadas de forma sucinta no site da Codeplan. “Os dados das pesquisas ficarão disponíveis para quem quiser consultar”, enfatizou.

 

Reportagem: Ana Paula Cortes, da Codeplan
Fotos: Toninho Leite, da Codeplan

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