Governo do Distrito Federal
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27/02/14 às 22h09 - Atualizado em 29/10/18 às 11h53

Itapoã tem evolução na renda e relativa autonomia nas atividades comerciais


A PDAD 2013/14, entre outros aspectos, mostrou que Itapoã ainda se enquadra nas Regiões Administrativas do DF consideradas de baixa renda. Ainda assim, pode-se considerar que houve uma evolução na renda das familias. “Essa evolução reflete os investimentos do Governo em programas sociais, a valorização do poder de compra e, consequentemente, a melhora no padrão de vida da população”, destacou o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya em análise feita no evento de divulgação (27/02) da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), elaborada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal.

Miragaya disse ainda que “merece destaque a evolução do acesso aos serviços básicos de infraestrutura domiciliar, como abastecimento de água, rede de esgoto, energia elétrica e coleta de lixo. Há uma universalização dos serviços essenciais, e isto é muito positivo”. Outro dado que chama a atenção na pesquisa é a grande procura dos moradores por serviços de saúde pública na própria região: 50,85%.

Regulamentada desde 2005, Itapoã é a vigésima primeira cidade a ter os dados socioeconômicos atualizados e, segundo a PDAD, as atividades comerciais de Itapoã já começam a dar sinais de relativa autonomia comercial. Do contingente populacional, foi constatado que entre 46,49% e 60,11% adquirem bens e serviços na própria região. Hoje, a cidade tem 60.324 habitantes com renda domiciliar média mensal de R$ 2.696 e individual de R$ 1.585,33, ou seja, 2,33 salários mínimos. E, ao contrário de outras regiões, a população masculina é maioria, somando 50,37% dos moradores da cidade.

A economista e coordenadora da PDAD, Iraci Peixoto, chamou atenção para os dados da pesquisa. “Dos responsáveis por domicílios na RA, apenas 6,90% estão desempregados e 4,41% são analfabetos, sendo que os chefes de domicílios se concentram na faixa de 36 a 45 anos, com 33,92%, seguidos pelo grupo que está na faixa de 26 a 35 anos, 23,01%”. Iraci enfatizou, também, que um terço da população é composta de crianças na faixa de zero a 14 anos, o equivalente a 28,76%, o que merece atenção dos gestores na criação de políticas públicas que atendam as necessidades primárias de uma população. Os que estão na faixa etária de 60 anos ou mais é representada por 5,40% dos habitantes, percentual menor do que a média do Distrito Federal, que é de 12%.

Para o gerente de Base de Dados, Jusçanio Souza, a força de trabalho está ocupada essencialmente em serviços, com 79,27%, sendo que 25,22% atuam no comércio, 15,40% nos serviços pessoais, 12,67% nos serviços domésticos e 11,25% nos serviços gerais. A construção civil é um segmento forte na cidade, respondendo por 19,31%. Os empregados com carteira assinada perfazem total de 48,88% e os sem carteira 19,07%.

Com relação à empregabilidade, Souza disse que é preciso se pensar em mecanismos que venham aumentar essa empregabilidade. “O baixo índice de acesso à cultura também é preocupante. É preciso avançar mais, por exemplo, na aquisição de equipamentos, para que as pessoas possam participar da vida cultural da cidade”.

Presente na divulgação, o administrador de Itapoã, Paulo Gonzaga dos Santos, disse que ao tomar conhecimento da pesquisa, quis saber qual o tamanho real da população. “Com a pesquisa da Codeplan, pode-se ter algumas respostas. Entre elas, está a escolaridade que requer atenção à faixa etária até os 14 anos de idade porque a cidade tem três escolas e não tem nenhuma de nível médio por falta de espaço, mas será construída uma escola integral em parceria com a Secretaria de Educação”.

Com relação ao acesso de bens de consumo, o administrador se surpreendeu com o número de usuários de bicicleta, segundo veículo mais utilizado pela população. Os ciclistas são 43,36% contra 49,01% que possuem automóvel. “Enquanto não houver a delimitação das poligonais, não é possível solucionar, por exemplo, a problemática da mobilidade no trânsito. Tem que duplicar a Rodovia 250, criar passarelas, fazer ciclovias”, completou.

Quando o assunto é eletrodomésticos, a maioria das residências, 95,52%, tem televisão, 66,58%, aparelhos de DVD, 57,03%, máquinas de lavar e 57,47%, micro-ondas. A TV por assinatura soma mais de 27%. Já a telefonia móvel pré-paga assume a liderança, 23,48%, frente à pós-paga. Dos que estão antenados com a tecnologia, 5,52% têm internet banda larga. Entre os que declararam ter microcomputadores, notebook, netbook, tablet e Ipad ultrapassam a casa dos 50%.

Confira a pesquisa aqui.

Reportagem: Eliane Menezes
Foto: Toninho Leite

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