Governo do Distrito Federal
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8/12/14 às 18h44 - Atualizado em 29/10/18 às 11h52

Mercado de trabalho: desigualdade persiste

O estudo Divisão Sexual do Trabalho, divulgado pela Codeplan, em 08/12, apontou que o Brasil ainda está muito longe de atingir a igualdade entre homens e mulheres na distribuição de postos de trabalho. Quando se fala em cargos de alto poder e decisão, o cenário é ainda mais grave.

Jamila Zgiet, coordenadora geral do estudo, afirmou que existe um “teto de vidro” entre os sexos no mercado de trabalho. Esse teto representa uma série de fatores sociais que impedem que as mulheres cheguem ao topo em algumas áreas, como a própria cultura histórica, predominantemente patriarcal. É de vidro, pois elas conseguem enxergar o que está acima, mas existe uma separação mascarada que não permite que a mulher chegue lá.

Segundo o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, as mulheres têm participado cada vez mais da vida pública e política do país. Entretanto, apesar da ampliação das oportunidades para a população feminina, sobretudo na educação, espaço em que elas são maioria nos níveis mais altos, a ocupação de postos de trabalho hierarquicamente superiores segue desigual.

No Poder Executivo da Administração Pública do Distrito Federal, 47,7% dos cargos comissionados são ocupados por mulheres. Apesar do número indicar um certo equilíbrio, quando se analisa os cargos específicos, as mulheres têm larga desvantagem em postos que conferem maior poder: representam apenas 12% dos cargos de natureza política.

Ao separar as Secretarias do Distrito Federal por área de atuação, nota-se que as mulheres são minoria nos cargos máximos dos órgãos. O único setor no qual o sexo feminino está mais presente do que o masculino é o de Cuidado, que engloba as Secretarias de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, de Saúde, de Educação e da Criança. Nas demais áreas (Esporte, Cultura, Comunicação, Segurança, Gestão e Planejamento) os homens são maioria.

Nos cargos eletivos, também se nota forte disparidade. Apesar de o eleitorado brasiliense ser composto majoritariamente por mulheres (52,13%), a Câmara Legislativa tem ampla predominância masculina; há uma deputada para cada quatro deputados. Não obstante, jamais o Distrito Federal elegeu uma senadora ou uma governadora.

No Congresso Nacional o cenário é semelhante, a baixa representação feminina no Poder Legislativo levou o Brasil a 156ª posição em participação feminina nesse âmbito da Administração Pública, atrás de países como Ruanda, Cuba, África do Sul e Bolívia.

A baixa valorização da mulher no mercado de trabalho também reflete na iniciativa privada, na qual o sexo feminino ocupa apenas 31% das diretorias e 37,7% dos cargos de gerência, no Distrito Federal.

O Governo do Distrito Federal conta com uma Secretaria de Estado da Mulher, responsável por articular as políticas públicas a fim de diminuir a segregação e as desigualdades que se produzem no seio das instituições. Esse estudo foi encomendado pela Subsecretaria de Políticas para a Mulher e servirá de subsídio ao planejamento da administração pública com vistas à equidade sexual no mercado de trabalho e na sociedade em geral.

Leia o estudo completo clicando aqui.

Texto: Júlio Poloni
Foto: Mauro Moncaio 

 

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