Governo do Distrito Federal
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4/12/20 às 7h46 - Atualizado em 4/12/20 às 10h02

No Distrito Federal, 4,8% da população possui alguma deficiência

 

Em 2018, 139.708 pessoas com deficiência residiam na capital federal

 

Neste 3 de dezembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) promove o Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência. No Distrito Federal, 139.708 habitantes possuíam alguma deficiência em 2018, o que correspondia a 4,8% da população à época, segundo o estudo “Pessoas com deficiência: perfil demográfico, emprego e deslocamento casa-trabalho” da série Retratos Sociais DF 2018, que reúne dados sobre o perfil de grupos populacionais realizados a partir da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) de 2018.

 

Entre essa parcela da população, a deficiência mais predominante era a visual (2,7%), seguida pela motora (1,5%), auditiva (0,9%) e intelectual/mental (0,8%). Observa-se uma maior prevalência de pessoas com deficiência entre as mulheres (5,3%) do que entre os homens (4,4%) Na análise por raça/cor, não foram verificadas diferenças significativas. Em relação à faixa etária, constatou-se maiores proporções de pessoas com deficiência à medida que aumenta a idade. O percentual de idosos com alguma deficiência é quase três vezes maior que o de adultos, assim como o de adultos em relação ao de crianças.

 

As regiões administrativas (RAs) com as maiores proporções de pessoas com deficiência entre as suas populações eram Varjão (9,1%), Gama (7,9%) e Recanto das Emas (7,1%). Já as que apresentavam as menores proporções eram Park Way (2,2%), Sudoeste/Octogonal (2,3%) Águas Claras (2,5%) e Lago Sul (2,5%). O percentual de pessoas com alguma deficiência era maior nas RAs de renda baixa (5,5%) e média-baixa (5,3%) em comparação com as RAs de renda alta (3,2%) e média-alta (4,7%).

 

ESCOLARIDADE – Entre as pessoas com deficiência com 25 anos ou mais, 10,3% eram analfabetas, percentual consideravelmente superior ao observado entre as pessoas sem deficiência (2,6%). A maioria das pessoas com deficiência possuíam o ensino fundamental incompleto (33,6%), enquanto que entre as pessoas sem deficiência essa proporção era de 17,9%. O percentual de pessoas com deficiência que concluíram o ensino fundamental (9,9%) é bem próximo ao das pessoas sem deficiência (9,3%).

 

O ensino médio completo era o nível de escolaridade de 27,5% das pessoas com deficiência e de 36,5% das sem deficiência com 25 anos ou mais. A diferença entre as pessoas com e sem deficiência que concluíram o ensino superior era bastante significativa: 18,7% e 33,8%, respectivamente.

 

TRABALHO – Entre as pessoas com deficiência com 14 anos ou mais, 33,2% possuíam emprego, ou seja, aproximadamente uma em cada três. Entre as pessoas sem deficiência, mais da metade (55,3%) estavam ocupadas. Observa-se que entre as pessoas com deficiência, aquelas com deficiência visual eram as que se encontravam proporcionalmente mais empregadas, em comparação com as demais. Cerca de quatro em cada dez delas possuíam emprego (41,2%). Em seguida está a população com deficiência auditiva (28,2%), motora (18%) e intelectual/mental (12,7%).

 

Entre as pessoas com deficiência ocupadas, apenas 45,8% possuíam carteira de trabalho assinada. Entre as que não possuíam, 12,4% eram funcionários públicos estatutários e 41,8% por outros motivos. Cerca de seis em cada dez pessoas com alguma deficiência que trabalhavam estavam ocupadas como empregado (exceto doméstico), 25,3% trabalhavam por conta própria ou como autônomos, 6,1% como empregado doméstico e 5% em outras posições de trabalho (empregador e trabalhadores de serviços militares ou policiais).

 

RENDA – Em relação à média salarial do trabalho principal, a renda da população com deficiência era de R$ 3.036,82, menor que a remuneração da população sem deficiência, de R$ 3.424,40. Na análise por tipo de deficiência, observa-se que a maior média salarial era dos trabalhadores com deficiência visual (R$ 3.089,54), seguidos pelos trabalhadores com deficiência motora (R$ 2.727,08) e auditiva (R$ 2.626,24). Não foi possível medir a renda das pessoas com deficiência intelectual/mental, pois a estimativa não era precisa em razão do baixo número de casos encontrados na pesquisa.

 

Entre as pessoas com deficiência, 28,1% eram aposentados, 10,3% pensionistas e 6,4% beneficiários de programas sociais como o Benefício de Prestação Continuada, Bolsa Família e outros. Entre as pessoas sem deficiência, esses percentuais eram de 10,9%, 3% e 2,9%, respectivamente.

 

Acesse o estudo na íntegra em: Retratos Sociais 2018

 

Reportagem: Lucas Almeida, com supervisão de Renata Nandes

Foto: Paulo H Carvalho, Agência Brasília

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