Governo do Distrito Federal
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5/10/06 às 19h06 - Atualizado em 29/10/18 às 11h52

Novo Centro de Controle Tecnológico permite o controle eficiente do ambiente de informações do GDF

(05/10/2006 – 16:06)

Em uma sala de aspecto futurista, em frente a uma tela de proporções cinematográficas, 12 pessoas se revezam no monitoramento de todo o ambiente tecnológico, que inclui servidores, máquinas de back up e storage e equipamentos de comunicação de dados. O lugar é o cérebro de um complexo de Tecnologia da Informação instalado em um Datacenter que não pode parar, funcionando 24 horas por dia, 365 dias no ano. “Não só procuramos suprir a necessidade constante de monitorar os sistemas, como tentamos nos antecipar a futuras demandas”, explica Vagner Benck, presidente da Companhia.   

Para o Coordenador de Projetos Estratégicos Joel Barbosa, o Centro recém inaugurado, se não é o mais completo do País, não perde para o de nenhuma unidade federativa. “É claro que outras unidades, como São Paulo e Rio, por exemplo, podem ter dimensões até maiores em suas redes, dado o tamanho de suas populações. Mas algumas características do Distrito Federal, como o tamanho e a ausência de barreiras naturais relevantes, facilitam a instalação de sistemas de transmissão de dados, feita por meio de fibras óticas e rádio, no caso de localidades mais isoladas, como as zonas rurais. Isto tem aumentado muito a capilaridade da GDFNet o que a torna um ambiente extenso e complexo. Por isso, devemos ser eficientes ao mantê-la funcionando”, explica Joel Barbosa.  A GDFNet interliga atualmente mais de 1.500 pontos de redes, unindo a maioria dos órgãos do Governo do Distrito Federal.  

Histórico – Joel lembra que a instalação do sistema foi a resposta a um desafio proposto pelo então presidente da Codeplan, Durval Barbosa.  “Ele (Durval) identificou a necessidade de dotarmos o GDF de uma unidade que centralizasse as grandes operações de troca de informações e de banco de dados. Operações que se faziam necessárias na medida em que avançávamos na prestação de serviços ao cidadão”, explica o Coordenador.  

A tarefa de monitorar esse mega-ambiente também exigiu esforços gigantescos.  No passado, era possível fazer o monitoramento parcial e presencial com a visita de técnicos às instalações. “Agora, quando você fala de milhares de sistemas interligados, servindo diversos órgãos públicos que funcionam em diferentes locais, fica claro que é impossível um monitoramento eficiente que não seja centralizado”. Este monitoramento permite identificar falha na disponibilidade de um serviço. “Podemos saber na hora que um determinado sistema em operação na Codeplan e utilizado por algum órgão parou de funcionar e acionar uma equipe de técnicos para a correção imediata, evitando assim que alguma atividade do governo seja prejudicada”, explica Joel, lembrando que o acompanhamento inclui a geração de relatórios com o histórico dos sistemas e dos incidentes. “Isso nos permite conhecer, por exemplo, picos de utilização e assim prover a determinado serviço um reforço de recursos, com base na sazonalidade de demandas”, acrescenta, lembrando como um dos picos o período do Telematrícula.  

Software livre e o futuro – Para atender às especificidades do ambiente de informações do GDF e às necessidades de monitoramento a equipe de técnicos da Codeplan optou pela customização de programas. “Isso nos levou a optar pelo software livre, que tem uma arquitetura aberta facilitadora de modificações e adaptações. Claro que isso demanda certo investimento das equipes técnicas, mas sempre nos pautamos por oferecer as melhores soluções, que não são necessariamente as encontradas em softwares de mercado”, adverte Joel Barbosa.  

A via de informações e o potencial dos serviços oferecidos ao servidor e ao cidadão parecem ser tão ilimitados quanto as novas demandas.“Um dos maiores sucessos do ambiente de informações do GDF é a área da Educação, onde 70% das escolas já estão interligadas. As restantes estão em áreas de acesso mais remoto”, exemplifica o presidente da Companhia, que acrescenta: “Nosso desafio também é concluir a integração da área de saúde, facilitando a troca de informações sobre a vida médica do paciente. Assim, quando o cidadão for consultado em um posto de Saúde em Taguatinga, o médico poderá ter acesso aos exames que ele fez, por exemplo, no Gama”. O curioso é que centenas de milhares de usuários que acessam os serviços diariamente nem fazem idéia da profusão de conexões, máquinas, programas e técnicos que estão por trás de simples operações como uma consulta a Internet. “E eles nem precisam saber. Basta ficarem satisfeitos no final”, conclui o presidente, que sabe que o trabalho está longe de terminar, porque novas possibilidades nunca deixam de aparecer.

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