Governo do Distrito Federal
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4/04/16 às 21h17 - Atualizado em 29/10/18 às 11h50

Pdad 2015 já chegou a 17 regiões administrativas

Para completar a pesquisa, faltam apenas 14. Agentes da Codeplan estão no Sudoeste/Octogonal, em Taguatinga e no Cruzeiro

Vinte e cinco agentes de coleta da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) percorrem Taguatinga, Cruzeiro e Sudoeste/Octogonal para colher as informações que ajudarão a consolidar a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) 2015 do Distrito Federal. De acordo com a empresa pública, à medida que os trabalhos forem finalizados nesses locais, será a vez de Águas Claras, de Vicente Pires e do Lago Norte receberem as equipes.  

O tempo de pesquisa varia de acordo com cada localidade, mas, em aproximadamente 18 meses, todo o Distrito Federal é coberto. Os agentes estão nas ruas desde janeiro do ano passado. Feita a cada dois anos desde 2011, a Pdad contempla as 31 regiões administrativas de Brasília. Os trabalhos já terminaram em 17 e 12 tiveram o balanço apresentado no ano passado: BrazlândiaGamaGuaráParanoáPlanaltina
Recanto das EmasRiacho Fundo IRiacho Fundo IISamambaiaSanta MariaSobradinho e Sobradinho II. Neste, foram outros cinco: CandangolândiaCeilândiaFercalNúcleo Bandeirante e Varjão. As informações estão disponíveis em uma página do site da Codeplan.

O perfil do DF é divulgado no segundo semestre do ano seguinte ao início do levantamento de dados. Para acertar as diferenças de um ano para outro, na época da divulgação do material completo, os números passam por ajustes estatísticos, considerando-se o mês de julho do ano inicial. A margem de erro é de 0,60% para mais ou para menos, com 95% de grau de confiança. 

Radiografia urbana
O objetivo da Pdad é conhecer a situação socioeconômica, demográfica e residencial dos moradores de áreas urbanas do DF. Os resultados servem de base para o planejamento de ações do Executivo e do empresariado. “A Pdad é um instrumento importante para informar ao governo e à sociedade as características de cada localidade”, destaca o presidente da Codeplan, Lucio Rennó. 

O tempo de resposta ao questionário varia de acordo com o morador e com o número de pessoas na residência. Os formulários têm 45 perguntas (18 referentes ao domicílio e 27, aos ocupantes do imóvel), divididas em quatro blocos. São levantadas informações como tipo de domicílio, infraestrutura (saneamento básico e abastecimento de água), raça, cor, estado civil, migração (procedência dos moradores), nível de escolaridade, trabalho e renda. 

Somente quem mora na residência visitada e que tenha mais de 16 anos pode ser entrevistado. Os agentes não são autorizados a entrar nos domicílios, e as questões não podem ser respondidas por telefone. Segundo a Codeplan, no caso de prédios, solicita-se ao porteiro que interfone para o morador. Se ele não quiser descer, pode pedir para o agente de coleta subir, mas sem entrar no apartamento.  

Os resultados servem de base para o planejamento de ações do Executivo e do empresariado

 

Os funcionários são identificados com uniforme e crachá institucional e trabalham de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Além disso, levam informativos sobre a pesquisa e o número de telefone da Codeplan, para o qual os cidadãos podem ligar em caso de dúvida sobre a identidade dos entrevistadores: (61) 3342-1552. 

Agente de coleta e moradora de Águas Claras, Magda Maria dos Santos, de 54 anos, conta que uma das maiores dificuldades está na aceitação dos moradores. “É importante que eles falem, para sabermos realmente o que está acontecendo, quais são as dificuldades da população.” Para ela, o medo ou o receio podem estar ligados ao fato de que algumas perguntas são pessoais, por exemplo, a renda. No entanto, a Codeplan esclarece que há o sigilo individual e que as pessoas não serão vinculadas às informações. 

Para que os dados estejam de acordo com a realidade local, é importante receber os agentes. Segundo a companhia, eles encontram dificuldades quando trabalham em condomínios e em prédios, como na área central de Brasília. “Muitas vezes não se consegue chegar ao domicílio, o que dificulta explicar aos moradores o que é a Pdad e convencê-los a participar”, diz Lucio Rennó. 

Amostragem
Por se tratar de uma pesquisa amostral — e não censitária —, os agentes não visitam todas as residências de uma localidade. Os domicílios são selecionados por sorteio, com base nos dados do cadastro nacional de endereços para fins estatísticos, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 

A quantidade de habitações varia de acordo com o número de domicílios e com a homogeneidade da região (que apresenta residências com características similares, a exemplo da renda familiar). “A pesquisa permite que se aplique o questionário no endereço vizinho, caso o sorteado não esteja presente ou não queira participar”, explica a gerente de pesquisas socioeconômicas da Codeplan, Iraci Peixoto. 

Os dados são sigilosos e os pesquisadores, identificados com uniforme e crachá institucional

 

Metodologia
A Pdad é feita em diversas etapas. Tem início com o planejamento, no fim do ano que antecede àquele em que será iniciada a pesquisa. Engloba ações como a elaboração do questionário e do plano amostral, que indica, por sorteio, as áreas de atuação dos pesquisadores em cada região. Há, ainda, pesquisa-piloto e treinamento dos agentes. 

Nas fases seguintes, vêm a pesquisa de campo, a checagem e a transferência das informações do papel para o computador, a estimativa delas para a região pesquisada — com base nas coletas — e as tabelas com os dados. 

Após a análise dos dados é produzido o relatório final, apresentado pela Codeplan e disponível para consulta na internet. As informações também ficam armazenadas no Sistema de Informações Estatísticas e Geográficas Automatizado, do qual é possível extrair tabelas e gráficos com diferentes recortes. As da pesquisa de 2015 serão inseridas nesse sistema quando ela for concluída nas 31 regiões administrativas. 

Leia também: 

Saiba como é feita uma Pdad


Reportagem: Samira Pádua, da Agência Brasília

Foto: Toninho Tavares, da Agência Brasília


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