Governo do Distrito Federal
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26/04/13 às 17h51 - Atualizado em 29/10/18 às 11h50

PED aponta melhora no perfil do mercado de trabalho no DF

A Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED/DF), referente ao mês de março de 2013, realizada pela Codeplan, em parceria com a Secretaria de Trabalho do Distrito Federal e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou uma pequena elevação na taxa de desemprego em relação ao mês de fevereiro, oscilando de 12,8% para 13,3%, com 192 mil pessoas desempregadas.

Se comparada à taxa verificada em março do ano anterior (2012), a taxa se manteve rigorosamente no mesmo patamar, com um diminuto aumento no contingente desempregado (+ 3 mil pessoas) e aumento no pessoal ocupado (+ 23 mi pessoas).

“Dissecando o que ocorreu no mercado de trabalho ao longo dos últimos 12 meses, observamos a manutenção do crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada e queda no número de autônomos, compensada pelo crescimento na categoria ‘outros’, formada principalmente por empregadores e profissionais liberais, ou seja, uma migração da condição de autônomos para a de microempresários, provavelmente, efeito do programa ‘Microempreendedor Individual’, do Sebrae”, afirmou o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya.

O secretário de Estado de Trabalho do DF, Bispo Renato Andrade, relacionou este fato ao Prospera, programa do GDF de fomento ao microcrédito. “Nosso volume de microcrédito concedido aumentou muito. O governo está contratando 100 agentes para atuarem no Programa Prospera DF”, destacou.

De acordo com o secretário, a meta do governo é emprestar R$ 1 milhão por semana a microempreendedores e vai atuar, inclusive, nos municípios que compõem a Área Metropolitana de Brasília (AMB), propiciando a geração de renda e postos de trabalho nas cidades vizinhas ao Distrito Federal.

A coordenadora da PED-DF, Adalgiza Amaral, destacou a mudança na participação de homens e mulheres no mercado de trabalho nos últimos 12 meses. Do total de desempregados, 41,9% são homens e 58,1%, mulheres. Mas essa diferença já foi maior.
“No último ano, enquanto o desemprego aumentou 5,4% entre os homens, caiu 4,2% entre as mulheres”, apontou.

Nos últimos 12 meses, dentre os setores de atividade analisados, apresentaram acréscimo o Comércio e Reparação de Veículos (+ 3,4%) e os Serviços (+ 2,4%). Em sentido contrário, a Indústria da Transformação e a Construção Civil registraram diminuição de 4,5% e 2,5%, respectivamente. O subsetor de Administração Pública, Defesa e Seguridade Social reduziu-se em 3,0%.

A ligeira elevação da taxa de desemprego ocorrida em março foi decorrente de fatores sazonais. “É um resultado que esperamos todos os anos, pois muitos dos empregos gerados no comércio no fim do ano são temporários e ocupados por jovens, que voltam a estudar em março”, explicou o gerente da Base de Dados da Codeplan, Jusçânio Souza, que responde pela Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas.

Ele destacou que, no mês de março, houve aumento na taxa de desemprego em todas as regiões metropolitanas onde a PED é realizada. “Mesmo com esses indicadores negativos, ainda há expectativas otimistas para os próximos meses, ao findar esse período sazonal do mercado de trabalho”, ressaltou Jusçânio Souza.

O presidente da Codeplan disse que, para reduzir o desemprego no DF, é preciso alterar a estrutura produtiva na região. “Ao diversificar as atividades econômicas, desenvolvendo a indústria na Área Metropolitana, mais oportunidades de empregos surgirão, reduzindo a pressão sobre o mercado de trabalho da Capital”, completou Miragaya.

Texto: Eliane Menezes

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