Governo do Distrito Federal
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25/01/13 às 18h50 - Atualizado em 29/10/18 às 11h47

Sai Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal

A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) divulgou, hoje (25.01), o Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal – Idecon-DF referente ao terceiro trimestre de 2012 na comparação com a mesma base de 2011. O Idecon é um instrumento que acompanha a atividade econômica dos principais setores econômicos do Distrito Federal ao longo do ano.

O cálculo do índice teve início no ano passado com a divulgação da evolução da economia local nos dois primeiros trimestres de 2012 em relação aos dois primeiros trimestres de 2011. “As informações mensais que permitem o cálculo do índice são muitas vezes revisadas pelas entidades que as fornecem, e a Codeplan faz também as revisões necessárias desses indicadores”, afirmou Sandra Regina, técnica da Codeplan.

No desempenho econômico geral, o Idecon registrou crescimento de 3,8% e 2,1% no primeiro e segundo trimestres de 2012 na comparação com o mesmo período de 2011. Já no terceiro trimestre, foi registrado crescimento de 3,0%, sendo que o crescimento médio, de janeiro a setembro de 2012, foi de 2,9%. Apesar do setor agropecuário do Distrito Federal responder por apenas 0,47% do PIB local, dos quais 0,39% se refere à agricultura, o setor cresceu 5,0% no 1º trimestre de 2012 e 2,4% no 2º trimestre em relação aos mesmos trimestres de 2011.

O índice foi calculado a partir da evolução das principais culturas desenvolvidas no Distrito Federal, que são a soja, milho, feijão e tomate que, juntas, representam mais de 80% da produção agrícola. No ano de 2012, constatou-se que a produção prevista caiu. O tomate (- 37,66%), primeira safra de feijão (-26,81%) e soja (-4,29%). A área plantada caiu: tomate (-30,52%) primeira safra de feijão (-22,36%). Foi observado também que o rendimento médio caiu para tomate, (- 10,28%), feijão (-5,72%) e soja (-4,62%). Na atividade industrial, que tem peso de 6,58% no PIB local, teve um crescimento de 2,4% no 3º trimestre na comparação com o mesmo período de 2011. A indústria de transformação (1,95% do PIB total) cresceu 7,6%, e a construção civil (3,87% do PIB total), que representa a maior parte da Indústria no DF, teve desempenho negativo (- 1,1%).

O desempenho da indústria, no Distrito Federal, em particular da indústria de transformação, foi absolutamente distinto do observado no cenário nacional, que registrou retração de – 0,9% para a indústria, e de -1,8%, para a indústria de transformação, segundo os dados do IBGE. Entre janeiro e setembro de 2012, o crescimento acumulado foi de 4,5% para a indústria local, muito superior ao desempenho registrado no âmbito nacional (-1,1%). “Se no quadro nacional o desempenho da atividade influencia negativamente o desempenho global da economia, no caso do DF, devido à sua reduzida expressão, o bom desempenho pouco repercute no desempenho global da economia local”, disse Philippe Tshimanga Kabutakapua, responsável pela pesquisa. O crescimento registrado pela indústria local de transformação nesse período refletiu no número de ocupados no mesmo período.

De acordo com os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED-DF), o nível de ocupação na indústria de transformação cresceu 7,8% no 3º trimestre de 2012, na comparação com o ano anterior. A construção civil teve desempenho negativo no Distrito Federal quando comparado ao desempenho nacional, 1,2% no mesmo período. A queda da atividade pode ser explicada pela redução do emprego que caiu (-1,0%), segundo a PED/DF. Foi observado também diminuição do consumo de cimento, configurando, assim, um desaquecimento do setor durante o período.

O setor serviços representa 92,96% de toda a atividade econômica. Dentro desse setor, a Administração, Saúde e Educação Públicas representam 59,55%. A grande dimensão do setor público é determinante do desempenho da atividade econômica do Distrito Federal. No 3º trimestre de 2012, o setor Serviços registrou crescimento de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2011 e de 1,4% para o Brasil. O desempenho da Administração Pública, que cresceu 2,5%, foi determinante para o resultado positivo.

Este comportamento alinhou-se com o índice registrado em nível nacional, que foi de 2,7%. De janeiro a setembro, a taxa de crescimento do setor foi de 2,9%, quase o dobro do desempenho nacional (1,5%). Com relação à atividade Comércio, houve um crescimento de 8,6% no 3º trimestre de 2012 na mesma base de comparação com 2011, bem acima da média nacional, 1,2%, o que pode ser explicado pelo crescimento em volume de vendas (6,5%).

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