Governo do Distrito Federal
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22/03/18 às 16h20 - Atualizado em 29/10/18 às 12h14

Taxa de desemprego se mantém estável

Alexandre Santos

 

A Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF), divulgada ontem pela Secretaria de Trabalho, aponta que o índice de desemprego total no DF se manteve estável e fechou novembro em 15,1%. É o mesmo número de outubro, mas que está acima dos 12,2% no mesmo mês de 2014, aponta a Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF), divulgada ontem pela Secretaria de Trabalho. Segundo o levantamento, o resultado pode ser atribuído a um leve aquecimento sazonal em decorrência do Natal, visto que o nível de ocupação nesta época registrou aumento de 0,9%, com um contingente de 1.303 mil hão pessoas em atividade – 12 mil a mais do que em outubro.

Setorialmente, tal estabilidade está relacionada à criação de vagas no ramo de serviços (18 mil) e na indústria de transformação, que gerou 1 mil postos de trabalho, além da estabilidade no segmento do comércio.

No período em análise, também foi verificado um crescimento da População Economicamente Ativa (PEA) em intensidade semelhante à do aumento do contingente de ocupados, que hoje somam, respectivamente, 13 mil e 12 mil cidadãos.

“A expectativa era de um cenário melhor para esse aquecimento de fim de ano, quando as pessoas aproveitam o 13º salário e vão às compras. Mas, em linhas gerais, é um resultado relevante diante de um quadro que vinha estagnado há alguns meses. Ou seja, os números mostram que houve uma reação no setor de serviços com a geração de postos de trabalho”, avalia a coordenadora da pesquisa, Adalgiza Lara Amarael, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Para Débora Barem, especialista em mercado de trabalho e professora da Universidade de Brasília (UnB), embora a pesquisa aponte para uma reação positiva, é preciso levar em conta a questão da sazonalidade. “Estamos em um período atípico. Por pior que seja a crise, o Natal é o segundo maior evento que movimenta a economia, atrás somente do Dia das Mães. Só vamos saber se essa reação será perene mais à frente, depois de fevereiro.”

Apesar da relativa estabilidade verificada em novembro, o estudo mostra que 48 mil pessoas ficaram desempregadas nos últimos 12 meses – período em que 16 mil postos de trabalho foram eliminados. O setor mais afetado foi o de construção, com menos 13 mil trabalhadores no comparativo de um ano; seguido da área de indústria de transformação, com deficit de 6 mil ocupados.

Em meio ao desemprego crescente e às incertezas quanto aos rumos da economia, o trabalhador brasiliense também viu seu salário encolher entre setembro e outubro passado.

De acordo com a PED-DF, o rendimento médio na capital registrou ligeira redução de 0,5% para ocupados, e 0,6% para assalariados, passando a equivaler R$ 2.864 e R$ 2.888, respectivamente.

Por outro lado, entretanto, os ganhos dos trabalhadores autônomos tiveram incremento de 3,4%, cujo vencimento passa a ser de R$ 1.918.

 

Correio Braziliense (23/12/2015)

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