Governo do Distrito Federal
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29/09/21 às 14h58 - Atualizado em 30/09/21 às 18h44

Contextualização do transporte interestadual semiurbano de passageiros

O estudo apresentado na tarde desta quarta-feira, aponta que o DF possui 425 linhas de transporte coletivo semiurbano

 

De acordo com o Decreto 2.521 de 20 de março de 1998, o Sistema de Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional de Passageiros (STRIIP) é o conjunto representado pelas transportadoras, instalações e serviços pertinentes ao transporte interestadual e internacional de passageiros. Já o Serviço de transporte rodoviário interestadual semiurbano é aquele serviço de transporte público coletivo entre Municípios de diferentes Unidades Federativas que possuam características de transporte urbano.

 

Em janeiro de 2021, a ANTT delegou competências para o Governo do Distrito Federal (GDF) para gerir e fiscalizar a prestação dos serviços de transporte rodoviário interestadual semiurbano de passageiros entre o Distrito Federal (DF) e a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), por um período de 15 anos.

 

“Sabemos que hoje o transporte semiurbano do DF não engloba toda a RIDE, engloba as localidades mais próximas onde você pode fazer o transporte de passageiros com o ônibus similar ao urbano, o transporte de massa e imediato. Precisamos fazer essa integração dos dois sistemas para poder beneficiar a população do entorno. Algumas melhorias que já foram implementadas no DF, como o sistema de bilhetagem eletrônica, a questão de monitoramento via GPS e câmaras para aumentar a segurança dos usuários. ”, afirmou Valter Casemiro, secretário de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal.

 

No Brasil, existem 473 linhas de transporte interestadual semiurbano com autorização, permissões e delegações concedidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde 89,85% delas operam no Transporte Semiurbano entre Distrito Federal e Goiás, ou seja, 425 linhas, divididas em oito (8) empresas de transporte, garantem a mobilidade em municípios que compõem a Área Metropolitana de Brasília (AMB). Os outros 10,15%, equivale a 48 linhas, fragmentadas em 16 empresas.

 

“Esse número mostra nossa atipicidade nesse deslocamento pendular de maior distância. Dessas linhas, operadas por oito empresas, nenhuma delas foi feita com concessão, são contratos precários em termos jurídicos, feitos por autorização especial, permissões. ”, afirmou a diretora de estudos urbanos e ambientais, Renata Florentino.

 

Cristiano Cunha, secretário executivo institucional da Casa Civil, comentou sobre as dificuldades da mobilidade urbana em grandes cidades. “Talvez um dos maiores desafios que todo governo enfrenta seja, e será pelos próximos anos, é a mobilidade urbana. Sabemos os desafios que são as cidades crescendo, temos sempre que buscar o aperfeiçoamento no sistema de transporte público. O desafio que nos foi posto e aceito, foi essa integração entre essas cidades e municípios irmãos que temos aqui no Distrito Federal. Apesar de nem todos os que integram a RIDE estejam abrangidos nesse primeiro projeto de integração, mas já é o suficiente para começarmos a trabalhar, conhecer os desafios; e nada melhor que esse estudo para diagnosticar o tamanho do nosso “estudo de caso”. E completou afirmando a importância desses estudos para a tomada de decisões. “Esses trabalhos vêm nos aproximando da realidade! Tentar trazer a essa população que contribui com a força de trabalho aqui no DF, dar a elas o conforto, a qualidade de transporte público que temos aqui, temos alguns ajustes a serem feitos, obviamente, mas ainda temos muito a colaborar com essa região metropolitana. ”, disse o secretário executivo institucional.

 

CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS

O principal motivo da viagem interestadual semiurbana de passageiros é estudo e trabalho. Na Área Metropolitana de Brasília, do público que demanda o serviço, cerca de 50,49% é do sexo feminino e 49,41% masculino. Se tratando de escolaridade, 30,98% possui ensino médio completo e apenas 7,31% superior completo. A análise também aponta que apenas 17,9% da população dos municípios da Periferia Metropolitana de Brasília utilizam serviços de saúde no DF.

 

Acesse aqui o estudo Contextualização do Transporte Interestadual Semiurbano de Passageiros

 

A apresentação do estudo aconteceu em cerimônia ao vivo no canal do Youtube da Companhia, confira em: apresentação do estudo

 

Reportagem: Kaszenlem Rocha com supervisão de Renata Nandes – Ascom/Codeplan

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

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